Relatório de investigação criminal da corregedoria do TJ (Tribunal de Justiça) de Mato Grosso aponta sérios indícios de que os cofres do Judiciário foram utilizados para enriquecimento ilícito de magistrados e para cobrir o rombo provocado pela quebra de uma cooperativa de crédito conveniada à maçonaria no Estado. A informação é do jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira.

Segundo a reportagem, a investigação mostra que verbas públicas foram usadas para restituir R$ 1.477.872,79 em depósitos feitos por 160 maçons da Grande Oriente de Mato Grosso na Cooperativa de Crédito Rural do Pantanal, fechada pelo Banco Central em novembro de 2004.

Ainda de acordo com a "Folha", a operação aconteceu entre os meses de dezembro de 2004 e fevereiro de 2005 e foi concretizada, em parte, por meio do pagamento de verbas indevidas a um desembargador e a dois juízes, todos maçons, integrantes ou ligados à cúpula do TJ entre os anos de 2003 e 2005.

No mesmo período, outros cinco juízes receberam créditos em atraso a que tinham direito -referentes ao pagamento de verbas indenizatórias.

Por meio de quebras de sigilo bancário e fiscal, o relatório sustenta que a maior parte desses valores foi repassada, direta ou indiretamente, à maçonaria.

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