Sinopse de imprensa - Relatório contém equívocos contra casal

A Polícia Civil de São Paulo incluiu informações equivocadas e omitiu outras no relatório enviado à Justiça sobre o assassinato da menina Isabella Nardoni, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.

Redação |

De acordo com o jornal, a delegada Renata Pontes informa em seu relatório que o coordenador em segurança Waldir Rodrigues de Souza, morador do prédio vizinho ao London, ouviu uma grande discussão entre uma mulher e um homem, supostamente do casal Nardoni, momentos antes de escutar gritos sobre a queda de Isabella no jardim do edifício.

No documento enviado à Justiça, a policial descreve que o morador afirmou ter chegado em seu apartamento às 23h30. Na íntegra do depoimento de Souza, no entanto, é possível verificar que ele disse ter chegado às 21h30 ao apartamento.

Ainda segundo a "Folha", o vizinho afirmou que briga ocorreu por volta "das 23h", "durou cerca de 15 minutos", e que ouviu uma mulher dizendo "jogaram a Isabella do sexto andar" tendo "visto claramente o horário no relógio que indicava 23h23".

Porém, segundo o relatório, o carro da família Nardoni, um Ford Ka, desligou seu motor na garagem do edifício London às 23h36m11. A menina foi jogada ao gramado, ainda segundo a polícia, às 23h49m19, ou 26 minutos após o horário que Souza relatou.

De acordo com a publicação, a Secretaria de Segurança Pública informou que não comenta mais o caso Isabella, incluindo o relatório, porque o inquérito já foi relatado e enviado à Justiça.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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