O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella, trocou 17 dos 36 promotores ligados aos Gaecos (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), principal órgão do Ministério Público de combate à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e que, nos últimos meses, fez inúmeras ações que tiveram prisões de policiais acusados de diversos crimes. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a publicação, dos 12 grupos especiais, apenas três não foram modificados (Santos, Franca e Sorocaba). Em São Paulo, primeiro núcleo a ser criado em 1995, saíram dois dos três promotores. Nos grupos do Grande ABC paulista e de Presidente Prudente, todos foram afastados.

A decisão de Grella causou revolta entre promotores, que disseram terem se sentido "enganados". Os afastados haviam sido indicados pelos antecessores dele no cargo -Rodrigo Pinho e Luiz Antonio Marrey.

Ainda de acordo com o jornal, o procurador-geral disse que a medida é democrática, pois abre para outros promotores a possibilidade de integrar o Gaeco, "o que nunca havia acontecido antes".

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