Sinopse de imprensa - Polícia Civil decide indiciar pai e madrasta de Isabella

A Polícia Civil de São Paulo decidiu indiciar o casal Alexandre Alves Nardoni, de 29 anos, e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, sob a acusação de terem assassinado a menina Isabella Nardoni, 5, filha de Alexandre. A conclusão é baseada em laudos extra-oficiais, segundo informações da reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira. Após o indiciamento, a polícia pedirá à Justiça a decretação da prisão preventiva do casal.

Redação |

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    Segundo a publicação, Alexandre e Anna serão novamente interrogados na próxima sexta-feira pelos dois delegados do 9º DP (Carandiru) que trabalham desde o dia 30 para esclarecer o "homicídio qualificado consumado". A data teria sido escolhida propositalmente, pois no dia 18 de abril seria aniversário de Isabella.

    Ainda de acordo com a "Folha", o relatório que a polícia apresentará à Justiça para o pedido da prisão preventiva do casal já está praticamente pronto. Somente os espaços para a indicação e descrição de cada um dos laudos do IC e do IML que ajudaram a polícia a formar a convicção contra Alexandre e Anna estão em branco.

    Marco Polo Levorin, um dos advogados do casal, disse que, por enquanto, não passa de "especulação" a informação de que o casal será indiciado.

    AE
    Veja abaixo detalhes das conclusões preliminares sobre o caso:

    "A hipótese de um estranho ter estado no apartamento, além de não apresentar qualquer coerência, considerando a dificuldade que encontraria para entrar em um edifício, diante do exíguo tempo disponível para praticar todo o mal contra a criança, diante do total absurdo caso tivesse alguém agido dessa forma, precipitando uma criança inocente, que não oferece qualquer obstáculo à fuga, que segundo o pai encontrava-se, inclusive, dormindo, não foi corroborada por quem quer que seja, não foi alicerçada por qualquer prova material ou testemunhal.

    (...) em momento algum tiveram a iniciativa, comumente instintiva, de ligar para (...) o socorro, mesmo estando na posse de celulares, preferindo ligar para os respectivos pais, usando o telefone fixo do apartamento. Esse comportamento incomum, revela, quiçá, que ambos já sabiam que nada mais tinham a fazer para salvar a vida da criança, necessitando, naquele momento, de proteção paterna para eles próprios. (...)

    Alexandre e Anna Carolina afirmaram possuir um relacionamento harmônico e civilizado, o que foi amplamente desmentido pelas testemunhas (...)

    A ex-companheira de Alexandre e mãe biológica da vítima, também revelou que Anna Carolina tinha um comportamento doentio, de ciúmes e possessividade em relação a Alexandre, a ponto de não permitir que a ex-mulher com ele falasse a respeito da filha, tendo ela que intermediar a conversação e de não permitir sequer que a ex-companheira soubesse o endereço onde moravam, querendo, por certo, mantê-la longe (...).

    A defesa

    AE
    Os advogados de defesa de Alexandre e Anna Carolina disseram na terça-feira que o casal ficou hospedado na casa dos pais de Alexandre, no Tucuruvi, na zona norte de São Paulo. Após nove horas de reunião com o casal, o advogado Marco Polo Levorin falou rapidamente com os jornalistas.

    Levorin pediu cautela enquanto os laudos conclusivos não forem divulgados, enquanto isso o advogado afirmou que todas as informações são "precipitadas". "Não há prova policial conclusiva. É preciso ter paciência e ouvir as testemunhas de defesa do casal", disse.

    Sobre a liberdade de Alexandre e Anna Carolina, o advogado disse que "não há riscos para a investigação". Segundo ele, o casal tem contribuído bastante para o desenrolar do caso.

    Pela manhã, o pai de Alexandre, Antônio Nardoni, saiu da residência em um Vectra e retornou duas horas depois. Uma amiga da família também esteve na casa dos Nardoni e entrou carregando quatro sacolas. Durante a madrugada, duas cartas foram deixadas na casa, uma na garagem e outra na escada.

    O caso

    Reprodução/ TV Globo
    Quarto de Isabella Nardoni na casa do pai
    Quarto de Isabella Nardoni na casa do pai
    Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

    No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

    O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

    O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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