Sinopse de imprensa - PF também investigou OAS e monitorou presidente do Bradesco

Além da construtora Camargo Corrêa, a Polícia Federal também investigou a empreiteira OAS, segundo matéria publicada neste domingo no jornal ¿O Estado de São Paulo¿. De acordo com a reportagem, a PF também monitorou contatos de Lázaro de Mello Brandão, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, com o doleiro Kurt Paul Pickel, apontado como articulador de suposto esquema de fraudes em licitações, obras públicas superfaturadas e evasão de divisas.

Redação com Agência Estado |

Segundo o Estado de São Paulo, durante dois meses, houve escuta telefônica em seis linhas de um funcionário da empreiteira OAS. O setor de inteligência da PF usou até um informante infiltrado na construtora em busca de indícios de lavagem de dinheiro. Além de interceptar telefonemas entre Lázaro Brandão e Pickel, a PF seguiu um motorista do banqueiro até a casa do doleiro, preso por ordem judicial na última quarta-feira.

As investigações fizeram parte da Operação Castelo de Areia, desencadeada em 10 de janeiro de 2008, cujo alvo principal era Pickel. O monitoramento identificou os passos do doleiro. Em 25 de setembro de 2008, ele foi fotografado pelos agentes entrando na sede da Camargo Corrêa, em São Paulo.

Na quarta-feira, a empreiteira teve quatro de seus diretores presos sob suspeita de envolvimento em remessas ilegais para paraísos fiscais e lavagem de recursos ilícitos. Após recurso à Justiça, os executivos e o doleiro foram libertados neste sábado.

Relatório de inteligência da PF mostra que, numa etapa da Castelo de Areia, um dos alvos da investigação foi a OAS, que teve faturamento de R$ 1 bilhão em 2008. O alvo dos federais era Joilson Santos Goes, identificado como funcionário da empreiteira, cujos telefones foram grampeados. O monitoramento foi encerrado em setembro, pois nada de suspeito havia sido encontrado sobre Goes.

Apesar de não achar provas envolvendo a empreiteira, os relatórios da Justiça continuaram a citar suspeitas sobre a OAS até dezembro de 2008. Só depois de 1.700 páginas de inquérito é que a empreiteira deixou de ser citada. A construtora recebeu R$ 150 milhões do governo federal em 2008. No mesmo ano, foi a empreiteira que mais recursos doou para campanhas eleitorais - R$ 12,3 milhões.

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