SINOPSE DE IMPRENSA: PF rastreia projetos de Dantas no Pará

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) rastreia investimentos feitos pelo banqueiro Daniel Dantas em áreas de mineração no Pará, localizadas em terras de preservação ambiental e em reservas indígenas. O relatório do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, levanta suspeita sobre a idoneidade dos projetos de exploração de minérios e faz referência à grande quantidade de áreas de preservação indígena ou ambiental. Para ele, há indícios de lavagem de capitais na aplicação desses recursos. As informações são da edição deste domingo do jornal O Estado de S.Paulo.

Redação com agências |


AE/JF Diorio
Dantas deixa a sede da PF nesta sexta
Os investimentos do grupo são um dos principais focos do inquérito da PF. A análise dos investimentos já provocou o indiciamento de Dantas, sob as acusações de formação de quadrilha e gestão fraudulenta.

O Grupo Opportunity admite que possui áreas de mineração na Reserva Biológica de Tapirapé e em áreas indígenas do Estado. Mas também reconhece que não tem autorização para explorá-las e por isso não desenvolve nenhuma atividade nesses territórios.

Durante as investigações da Satiagraha, ficou claro, segundo Protógenes, que a empreitada na área de mineração seria comandada por Dantas, por meio da GME4 (Global Miner Exploration), empresa recém-criada e presidida por Paulo Rogério Campos Magalhães. O Opportunity teria 62% das ações da empresa.

Afastamento de delegado

Neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não interfere nas indicações de delegados que conduzem investigações da Polícia Federal. "Não vou comentar, porque não indico ninguém para entrar na Polícia Federal e não peço a ninguém para sair, é um problema de organização da Polícia Federal", disse Lula, ao ser questionado sobre o afastamento do delegado Protógenes Queiroz da Operação Satiagraha.

EFE
Na Colômbia, Lula nega intereferência na PF
Na quarta-feira, o presidente disse que pediria ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para conversar com a Polícia Federal sobre a necessidade de Protógenes voltar ao caso.

Na ocasião, Lula disse que, depois de uma investigação de quase quatro anos, o delegado tinha de ficar no cargo até terminar o relatório do inquérito.

A Polícia Federal inicialmente divulgou que Protógenes estava se afastando por razões pessoais, mas na última sexta-feira, o delegado tornou público que denunciou ao Ministério Público que foi afastado da investigação pela PF e que nunca teria pedido para sair.

Também em Bogotá, Tarso Genro disse que "essa questão está totalmente encerrada".

"Ele (Protógenes) apresentou o relatório. Todas as questões agora são relacionadas com decisões da polícia federal e do Ministério Público. Não existe mais pendência. Inclusive o próprio relatório do inquérito ja foi feito."

Banqueiro indiciado

O banqueiro Daniel Dantas e mais nove pessoas ligadas ao Grupo Opportunity foram indiciados, na última sexta-feira, por formação de quadrilha e gestão fraudulenta, segundo o advogado Nélio Machado.

O indiciamento foi feito pelo delegado Protógenes Queiroz, que, após a saída, do banqueiro leu uma carta onde diz que deixa o caso "cumprindo determinação" do presidente Lula e de superiores.

(Com informações da BBC Brasil)


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