O Supremo Tribunal Federal se reuniu 24 vezes em sessão plenária de 2 de fevereiro até quinta-feira, mas em só 6 ocasiões todos os 11 ministros estavam presentes, mostra reportagem do jornal O Estado de S.Paulo deste domingo.

As faltas têm esvaziado a pauta de julgamentos do tribunal; neste ano, por exemplo, o Supremo só julgou dois casos de grande repercussão: o que determinou a saída de não-indígenas da reserva Raposa Serra do Sol e o que derrubou a Lei de Imprensa, segundo o jornal.

Entre os temas que aguardam uma definição por parte da corte estão o aborto de fetos anencéfalos, os direitos de servidores públicos que mantém relações homossexuais, a aplicação da Lei de Anistia a policiais e militares que participaram de crimes como torturas e assassinatos, a regra sobre o que acontece quando um governador e seu vice são cassados e a extradição de estrangeiro com status de refugiado.

De acordo com o "Estado", Ellen Gracie e Celso de Mello são os campeões de faltas, tendo estado ausentes em 9 das 24 sessões do ano.

As atas de algumas sessões dizem que as faltas foram justificadas, segundo o jornal. A assessoria de imprensa do Supremo disse ao "Estado" que o tribunal não deixou de realizar sessões por falta de quórum.

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