Sinopse de imprensa - MP investiga se casal Nardoni planeja viagem

SÃO PAULO - O Ministério Público de São Paulo investiga a informação de que Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, estariam planejando sair do Estado ou do País. A informação é do jornal O Globo desta terça-feira.

Redação |

Segundo a publicação, a polícia descobriu que uma rede de hotéis com sede em Portugal checou informações sobre o crédito financeiro do pai de Isabella, que foi morta há um mês.

Ainda de acordo com "O Globo", o MP também investiga se eles estariam planejando trocar seus números de celular. Duas operadoras também fizeram pesquisa sobre o crédito do casal.

AP
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Isabella morreu há um mês em São Paulo
Enquanto o inquérito não terminar, os dois têm direito de viajar para qualquer lugar, desde que os indiciados pela morte de Isabella avisem o delegado Calixto Calil Filho e informem o destino, segundo especialistas em Direito Criminal consultados pela reportagem do jornal. Se a denúncia do MP for aceita pelo juiz, Anna Carolina e Alexandre serão considerados réus do processo e, para viajar, terão de pedir autorização judicial.

Relatório final

Os delegados responsáveis pela investigação do assassinato, Calixto Calil Filho e Renata Helena Pontes, passaram a segunda-feira trabalhando no inquérito policial do caso, que tem cinco volumes e 950 páginas.

Até quarta-feira, quando termina o prazo para a entrega do documento ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), Calil Filho e Renata devem formular o relatório final da apuração, que terá de 15 a 20 páginas.

O inquérito, o relatório final e um eventual pedido de prisão preventiva do consultor jurídico Alexandre Nardoni e da mulher dele, Anna Carolina Jatobá, indiciados pelo crime, serão entregues pelos delegados ao promotor que acompanha o caso, Francisco Cembranelli.

Cembranelli disse nesta segunda que pretende anunciar a decisão - encaminhar denúncia à Justiça ou arquivar o inquérito - na segunda-feira.

Internautas são a favor de penas mais rígidas

Indignado com o assassinato da menina Isabella Nardoni, o senador Magno Malta (PR-GO) anunciou que vai apresentar uma proposta no Senado para acabar com os benefícios de redução de pena que têm direito réus primários no caso de crimes contra crianças.

Enquete realizada pelo Último Segundo nesta segunda revela que 89% dos internautas concordam que réus primários devem perder os benefícios em caso de crimes contra crianças. Participaram da consulta, realizada somente entre internautas e sem valor de amostragem científica, 1.453 leitores.

Reconstituição dura sete horas

Neste domingo, participaram dos trabalhos de reconstituição do crime quatro peritos criminais, dois médicos legistas, dois fotógrafos e dois desenhistas.

Por volta das 10h, os peritos refizeram o trajeto que Alexandre Nardoni alega ter feito na noite do crime para cronometrar o tempo. Eles saíram do carro na garagem do prédio, subiram até o apartamento, no 6° andar, foram até o quarto onde Alexandre afirma ter colocado Isabella, trancaram o apartamento e retornaram para a garagem.

De acordo com informações do Instituto de Criminalística (IC), porém, nada foi fotografado, tudo foi feito apenas para checagem de tempo e somente esta ação considerou o depoimento do pai e da madrasta de Isabella.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a versão de Alexandre e Anna Carolina não foi plenamente simulada, como anteriormente previsto, porque eles optaram por não participar da reconstituição. Os investigadores iria contrapor as versões da polícia e do casal para avaliar tecnicamente o que, na prática, é plausível que tenha acontecido na noite do crime. Com a ausência do casal, no entanto, apenas a versão da polícia foi considerada.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

*Com informações da Agência Estado

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