Sinopse de imprensa - Ministério Público investiga testemunha no caso Dorothy

O Ministério Público do Pará vai instalar um inquérito civil para investigar se Amair Feijoli da Cunha, o Tato, condenado e preso por intermediar o assassinato da missionária Dorothy Stang em 2005, mudou seu depoimento no caso em troca de cerca de R$ 100 mil. As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira.

Redação |

Em depoimento na última segunda-feira, Tato isentou Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, de ser o mandante do crime. Bida foi absolvido nesta terça-feira pelo conselho de sentença durante o segundo julgamento a que foi submetido. Para Edson de Souza, promotor que liderou a acusação, esse depoimento foi essencial para a absolvição por 5 votos a 2, no Tribunal do Júri.

Segundo a "Folha", em abril de 2006 Tato incriminou Bida em seu próprio julgamento, no qual foi sentenciado a 17 anos por envolvimento no crime. Mas, na última segunda-feira, como testemunha, Tato reformulou o que havia dito há pouco mais de dois anos.

Ainda de acordo com o jornal, ainda em 2006, nas vésperas do julgamento de Tato, sua mulher, Elizabete Coutinho, afirmou em juízo que recebeu, pelo pagamento de dívidas, cerca de R$ 100 mil de Bida.

O fazendeiro confirmou que fez o pagamento nesse momento e que ele foi parcelado e negociado por meio de um de seus irmãos. Mas afirmou que o dinheiro foi para pagar bois que Tato havia lhe passado como parte de pagamento por terras da região de Anapu (PA), segundo a reportagem.

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