Desde o lançamento do Programa de Aceleração do Aquecimento (PAC), em janeiro de 2007, estudo realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta que quase metade dos projetos do programa passou por revisão no volume de investimentos. Há casos, como o do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, nos quais o valor subiu 100%.

O levantamento foi feito com 122 empreendimentos de logística, energia, saneamento, urbanismo e transporte urbano. Destes, 55 tiveram aumento nos custos das obras. O resultado foi obtido a partir da comparação do último relatório do PAC, de abril de 2009, com os relatórios anteriores.

Segundo os responsáveis pelos projetos, o aumento dos custos é decorrente dos reajustes anuais dos contratos, mudança nos contratos, mudanças das tecnologias de construção e inclusão de obras não previstas no desenho original.

Especialistas ouvidos pelo jornal avaliam que há falta de planejamento. "As obras são iniciadas sem projetos básicos, ou com projetos de baixa qualidade. No meio do caminho, descobrem que dimensionaram mal o volume de investimento e precisam revisar os valores", disse o presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), José Roberto Bernasconi.

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