A menina Isabella Oliveira Nardoni, 5, encontrada morta no último sábado no jardim do prédio onde mora seu pai, na zona norte de São Paulo, pode ter sido asfixiada, segundo informações do jornal Folha de São Paulo desta terça-feira.

De acordo com a publicação, peritos do IML (Instituto Médico Legal) suspeitam que ela nem sequer foi jogada do apartamento, no sexto andar.

A "Folha" apurou que os primeiros exames realizados pelo IML no corpo da vítima apontam indícios de asfixia. Ela teria sido sufocada ou esganada, já que foram encontradas manchas no coração e no pulmão da criança, indícios desse tipo de morte. Também foram detectados hematomas na nuca da criança.

Segundo o jornal, a perícia só encontrou uma fratura no punho da menina, o que aumenta a suspeita de ela não ter sido jogada da janela.

Avô não acredita em fatalidade

Jorge Arcanjo Oliveira, o avô materno de Isabela, afirmou não acreditar na hipótese de morte acidental da neta. "Não foi uma fatalidade", afirmou, em entrevista à "Rádio CBN". Ele, porém, não soube dizer o que teria acontecido com a criança.

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Oliveira acompanhou o enterro do corpo de Isabella, que aconteceu por volta das 9h desta segunda-feira, 31, no cemitério Parque dos Pinheiros. "É um trauma muito grande que estamos passando", disse.

Isabella, de 5 anos, foi encontrada morta no edifício localizado na Vila Isolina Mazzei, na zona norte da capital, na noite de sábado. A hipótese da polícia é  que a menina morreu após cair do sexto andar do prédio. Ela estava no apartamento do pai, o consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni. Segundo o avô, Nardoni sempre a tratou muito bem. "Ele era muito amoroso, muito bom pai", disse.

Questionado sobre uma possível suspeita de participação do pai na morte da filha, Oliveira foi enfático: "Não, isso não. Ele pode ter todos os defeitos, mas isso nunca faria", afirmou. Com relação a um engenheiro com quem Nardoni havia brigado há alguns dias e que a polícia pretende ouvir no inquérito, Oliveira preferiu não comentar.

Ele contou que a neta morava com os avós e a mãe e era uma ótima criança. "Ela era muito amorosa, não tinha defeito nenhum", emocionou-se ao dizer.

O caso

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Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

A polícia afirmou que vai aguardar os laudos dos exames periciais, que ficarão prontos em cerca de 30 dias, para esclarecer as circunstâncias da morte. O delegado afirmou que Nardoni e Anna Carolina não são suspeitos. "Eles são averiguados", frisou.

A reconstituição do caso, que estava prevista para esta segunda-feira, mas foi cancelada, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. A nova data ainda não foi marcada.

(Com informaçoes da Agência Estado)

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