SINOPSE DE IMPRENSA - Madrasta de Isabella terá psicólogo na cadeia

SÃO PAULO - Anna Carolina Jatobá, de 24 anos, madrasta de Isabella, vai ter acompanhamento psicológico na Penitenciária Feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba, a 135 km de São Paulo, para onde foi transferida na noite de quinta-feira. Ela está em cela isolada na ala do seguro, chamada Casa Nova, onde ficam as recém-chegadas e detentas com problemas no convívio.

Redação |


AE
Anna Jatobá terá psicólogo em prisão
Anna Carolina teria chegado cansada e abatida, segundo a reportagem. Um funcionário contou que a presa estava traumatizada com as hostilidades sofridas na Penitenciária Feminina de SantAna, no Carandiru, zona norte. As presas da capital a chamaram de assassina e ameaçaram matá-la. Por isso, ela foi transferida.

A ala Casa Nova tem dois pavimentos. Na parte superior ficam 11 celas de cada lado. Na parte inferior estão instaladas as escolas. O xadrez de Anna Carolina tem 10 m². No mesmo espaço há um banheiro com bacia de louça e chuveiro com água quente. A cela não tem TV.

Do lado oposto da Casa Nova fica o setor habitacional, com dois pavimentos. Na parte de cima, estão as celas coletivas. Embaixo, funcionam as oficinas de trabalho. Um pátio para banho de sol separa a parte inferior da Casa Nova e do setor habitacional. O presídio tem capacidade para 140 presas e abriga 180.

Anna Carolina ganhou roupa de cama, se alimentou e passou a noite chorando. Ela não vai receber visitas por pelo menos dez dias, período em que ficará em Regime de Observação (RO), tomando banho de sol por uma hora diária sozinha e não tendo qualquer contato com as outras presas.

"Agora, a justiça foi feita"

Em uma breve entrevista na porta de sua casa, Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, revelou acreditar que o casal assassinou Isabella. Além disso, afirmou que, agora, "a justiça foi feita". A entrevista foi concedida com exclusividade ao jornal "Estado de São Paulo".

Homicídio triplamente qualificado

Isabella Nardoni em foto de arquivo
Alexandre e Anna Carolina são acusados de homicídio triplamente qualificado: meio cruel (agressões e asfixia), assegurar a execução ou ocultação de outro crime (decidiram jogar a vítima para esconder as agressões) e impossibilidade de defesa. Eles podem pegar de 12 a 30 anos de prisão caso seja julgados e condenados pelo crime de homicídio.

Pela alteração da cena do crime (a tentativa de apagar as manchas de sangue), a pena varia de seis a quatro anos de detenção. Se isso ocorrer Alexandre poderá, ainda, pegar uma condenação de seis meses a um ano, a mais que a mulher, por ser pai da vítima.

O caso

Lecticia Maggi
Reconstituição do crime no prédio em SP
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".


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Paulo Moreira Leite:

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