Sinopse de imprensa: exame revela que Isabella foi espancada

SÃO PAULO - Após reunião no Instituto Médico Legal (IML), na sexta-feira, peritos criminais e médicos legistas concluíram que Isabella Nardoni, de 5 anos, foi espancada. As informações são da edição de domingo do jornal O Estado de S.Paulo.

Redação |

A criança morreu no sábado, 29, após cair ou ser atirada do sexto andar de um edifício na zona Norte de São Paulo.

De acordo com a reportagem, os indícios de que ela foi espancada são muitos e, desde o primeiro exame, os médicos constataram uma pequena hemorragia no cérebro da criança. "O corpo aprensenta várias escoriações e hematomas próprios de pancadas. Ela foi espancada", atestou um perito que teve acesso aos dados do IML.

Isabella tinha um ferimento na cabeça que sangrou e uma lesão cervical que pode indicar esganadura. A suspeita maior dos peritos, porém, é que ela tenha sido sufocada.

A equipe aguarda a análise do osso localizado na parte anterior do pescoço para esclarecer a questão - se ele estiver quebrado a tese de estrangulamento volta a ganhar força.

Segundo o IML, havia manchas vermelhas também no coração e as pontas dos dedos estavam arroxeadas. A menina tinha ainda uma fratura em um osso próximo do pulso. Ela foi causada possivelmente por uma torção e ocorreu quando ela ainda estava viva.

Peritos acham sangue em roupas

Conforme o jornal, peritos acharam vestígios de sangue nas roupas encontradas no apartamento vizinho ao do pai de Isabella, Alexandre Nardoni, de 29 anos, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Jatobá, de 24 anos. Na unidade, que pertence à irmã de Nardoni, mas etsá desocupada, foram achadas uma camisa e uma camiseta enroladas.

Os investigadores querem saber de quem é o sangue e por qual motivo as roupas estavam no apartamento vizinho. A polícia aguarda os exames de DNA para questionar Nardoni sobre o fato. Foram encontradas também marcas de sangue em diversos cômodos do apartamento do casal.

"É no mínimo estranho o casal não ter esclarecido essas marcas de sangue e a presença da roupa no apartamento vizinho em seu depoimento", disse um perito do Instituto de Criminalística (IC). "Por siso é que temos dito que a versão apresentada por eles é imprecisa", afirmou.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

Leia também:


Opinião

    Leia tudo sobre: isabella

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG