Sinopse de imprensa: Empresa de MG é acusada de cronometrar ida a banheiro

SÃO PAULO - Os supervisores do call center AeC, de Belo Horizonte, são acusados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de cronometrarem o tempo que os funcionários passavam no banheiro e de darem a eles no máximo dez minutos diários para se ausentar da mesa de trabalho para fazer necessidades fisiológicas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Redação |

Segundo a reportagem, a empresa, que diz ter aproximadamente 5.500 funcionários, nega a prática. De acordo com a procuradora do Trabalho Lutiana Nacur Loretz, ouvida pelo jornal, a extrapolação do tempo imposto pelos coordenadores poderia gerar a demissão dos funcionários. Ela diz ter ouvido relatos de limites diários de ida ao banheiro que chegavam a cinco minutos.

De acordo com o jornal, a procuradora apresentou na Justiça do Trabalho uma ação civil pública contra a suposta prática que teria sido encerrada no final de março com um acordo judicial da AeC com o MPT. Pelo acordo, a empresa teria que desembolsar R$ 2.000 por funcionário prejudicado caso não cumpra o que prevê o documento.

Na reportagem, a empresa diz que os banheiros são dentro do ambiente de trabalho, onde os funcionários podem ir a qualquer momento. Os funcionários, de acordo com a empresa, teriam dois períodos de folga, cada um com dez minutos.

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