BRASÍLIA - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, anuncia nesta quarta-feira a ampliação em cerca de R$ 130 bilhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), primeira turbinada de recursos do programa criado em 2007. As informações são do jornal ¿Folha de S. Paulo¿.

Esse valor representa aumento de 26% da previsão inicial para o programa, de R$ 504 bilhões para R$ 634 bilhões. O objetivo do governo é estimular a economia na crise.

A maior parte dos recursos adicionais virá do Fundo Soberano Nacional, criado no final do ano passado e que conta com R$ 14,2 bilhões, e do BNDES, que recebeu um aporte de R$ 100 bilhões do Tesouro Nacional no mês passado.

Também deverão ser incluídos como recursos do PAC os investimentos que a Petrobras vai fazer para exploração de petróleo na camada do pré-sal. As regras de exploração devem ser definidas neste semestre.

Na reunião ministerial desta segunda-feira, Dilma fez um balanço de uma hora e meia sobre os dois anos do PAC e a necessidade de ampliar recursos como forma de garantir política anticíclica na crise.
Em mensagem enviada ao Congresso com as principais ações para 2009, Lula afirmou que, se o PAC não tivesse sido lançado há dois anos, precisaria criá-lo agora numa conjuntura bem mais complicada.

Além do aporte de recursos, Dilma anuncia nesta quarta novas obras do PAC e a "limpeza" que está sendo feita, retirando obras que não evoluíram por problemas de licença ambiental ou burocracia.

Um dia após o anúncio pela candidata de Lula à sua sucessão, ambos inaugurarão no Tocantins a usina hidrelétrica São Salvador, prevista antes para o fim de março, o que para o governo comprovaria o sucesso do programa. Já em março, Dilma iniciará o PAC da Mobilidade Urbana, para preparar o país para a Copa de 2014.

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