Sinopse de imprensa ¿ Currais eleitorais são ¿absurdos e intoleráveis¿, diz Cabral

RIO DE JANEIRO ¿ O governador Sérgio Cabral disse, nessa sexta-feira, achar ¿absurda e intolerável¿ a transformação de favelas e áreas pobres do Rio em feudos controlados por traficantes ou milicianos. Cabral reafirmou que não pretende modificar a política de enfrentamento ao crime organizado e disse que a operação policial realizada na última quinta-feira na Favela da Rocinha faz parte dessa estratégia. As informações são do jornal ¿O Globo¿.

Redação |


Ele classificou de situações absurdas a cobrança, pela milícia ou pelo tráfico, de serviços prestados à população nas comunidades. Nesse processo eleitoral, seja tráfico ou milícia se organizando em torno do território para dizer quem entra e quem não é um absurdo. É intolerável. Vamos continuar agindo como fizemos na Rocinha, porque é inadmissível. A nossa política, nesse momento eleitoral, é a mesma do início de governo, combate ao crime organizado, seja de milicianos ou de traficantes, disse Cabral a O Globo.

Candidata barrada

No dia seis de julho, a candidata a vereadora pelo PT, Ingrid Gerolimich, foi impedida de realizar campanha política na favela da Rocinha, na zona Sul do Rio. Segundo a candidata, ela foi barrada porque os traficantes do local já escolheram os candidatos que querem no poder.

"No dia 6 de julho iríamos lá, mas recebemos recado dos moradores de que não poderíamos entrar, pois o tráfico não queria", disse.

Ingrid relatou também que sua equipe foi informada de que eles não podem fazer campanha política na favela do Rio das Pedras, em Jacarepaguá. A candidata disse que protocolou um ofício na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) denunciando o caso e solicitando escolta.

"Quero que o ofício se estenda também aos outros candidatos, pois isso fere nosso direito de ir e vir", afirma. "Se não formos do tráfico ou das mílicias não teremos chance?!", questiona.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública enviou nota oficial em que diz que o procedimento correto de qualquer candidato que se sinta ameaçado é registrar queixa na delegacia.

"Posteriormente, ele deve recorrer ao TRE que garantirá, mediante necessidade de reforço policial ou não, o direito de fazer campanha em qualquer área pública. Até o momento, a Secretaria de Segurança sabe de declarações relativas a estes fatos, porém não foi informada de nenhum registro formal de fato semelhante em delegacia", diz a nota.

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