Sinopse de imprensa - Bolsa Família aplaca a fome, mas não acaba com a miséria

Pesquisa coordenada pelo Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e feita pelo instituto Vox Populi com cinco mil beneficiários do Bolsa Família mostra que os beneficiários do projeto do governo federal consomem mais alimentos ¿ principalmente açúcares ¿ e não se acomodam com a renda garantida, mas que faltam programas que ajudem a superar a pobreza e a diminuir a dependência dos recursos. As informações são do jornal ¿Folha de S. Paulo¿

Redação |

Nesta semana, o governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva anunciou um reajuste médio de 8% nos benefícios do Bolsa Família, o principal programa social da gestão petista. O valor médio pago pelo programa passa dos atuais R$ 78,70 para R$ 85. O benefício mínimo subiu de R$ 18 para R$ 20 e o máximo de R$ 172 para R$ 182.

O principal objetivo da pesquisa, financiada pela Finep, órgão de apoio à pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia, foi investigar o nível de segurança alimentar e nutricional dos favorecidos. Os itens onde eles alegaram gastar mais o dinheiro do Bolsa Família foram alimentação, material escolar e vestuário.

No quesito alimentação, o principal aumento foi no consumo de açúcares: 78% dos titulares disseram ter aumentado a compra de açúcar, sorvetes, gelatinas, bombons ou refrigerantes. Em seguida aparecem arroz, cereais e leite.

A pesquisa identificou que apenas 16% dos titulares do benefício disseram que o Bolsa Família os ajudou a ingressar em programas de geração de renda. No caso de cursos profissionalizantes, o percentual foi ainda menor: 8%.

A pesquisa do Ibase mostra que em apenas 17% dos casos eles estavam em situação total de segurança. Outros 28%, no entanto, enquadravam-se no que se chama de insegurança leve: não passam fome ou deixam de consumir alimentos, mas temem que isso aconteça no futuro. Havia ainda 34% das famílias que se encontravam em estágio moderado de insegurança, ou seja, há restrição de alimentos consumidos, mas não há fome. Em 21% dos casos, a insegurança alimentar foi considerada grave.

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