Sinopse de imprensa: após demissão de neto de Sarney, mãe do jovem assume o lugar

Um dia após a revelação de que o neto do presidente do Senado, José Sarney, passou 18 meses na folha de pagamento da Casa, trabalhando no gabinete de um senador amigo da família, outro fato polêmico é descoberto: após a demissão do garoto, a mãe dele foi contratada para o mesmo cargo, no mesmo gabinete e com o mesmo salário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Redação |

A mãe de João Fernando Michels Gonçalves Sarney, Rosângela Teresinha Michels Gonçalves, assumiu o lugar do filho. Em 2 de outubro, o estudante de administração foi demitido, por causa da ordem do Supremo Tribunal Federal, que impede o nepotismo. Vinte dias depois, sua mãe foi contratada como secretária parlamentar do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA).

"Eu devia favores ao Fernando [Sarney, filho do presidente do Senado e pai do garoto]. Ele me ajudou na campanha. Eu era brigado com o Sarney e ele me ajudou na minha eleição", disse Cafeteira.

Ao ser questionado porque seria "um favor" contratar o jovem, o senador desconversou. "É filho fora do casamento e a mulher do Fernando não sabia", disse.

O caso

Na quarta-feira, José Sarney negou que seu neto tenha sido contratado de forma "secreta". De acordo com ele, a nomeação de seu parente consta no boletim administrativo de fevereiro de 2007, publicado na intranet do Senado.

O que posso dizer é que os jornais estão trabalhando com informação inexata. A contratação do meu neto consta no boletim administrativo de fevereiro de 2007 (...) A nomeação foi feita pelo [senador Epitácio] Cafeteira (PTB-MA) sem eu sequer ter pedido, disse.

Apesar de negar o termo secreto para alguns dos boletins administrativos da Casa, Sarney admitiu que pretende acabar com a edição de boletins suplementares, revelados ao público muito depois do boletim original ser publicado.

João Fernando trabalhou como secretário parlamentar de 1º de fevereiro de 2007 a 3 de outubro de 2008 no gabinete de Cafeteira. O cargo dava direito ao jovem, que está prestes a concluir o curso de Administração, a um salário mensal de R$ 7,6 mil.

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