Em seu segundo mandato à frente do governo de Minas, o tucano Aécio Neves mantém-se na liderança do ranking de avaliação dos governadores elaborada pelo instituto Datafolha. Aécio -que, no PSDB, disputa com o governador de São Paulo, José Serra, o direito de concorrer à Presidência em 2010- tem nota 7,6 numa escala de zero a dez. Hoje líder na corrida pela Presidência, Serra obteve média 6,6 na pesquisa, realizada entre os dias 16 e 19 de março e publicada nesta quarta-feira pelo jornal ¿Folha de S. Paulo¿.

Apesar de um aumento do índice de aprovação de seu governo -de 49% para 54%-, Serra caiu dois degraus em comparação ao ranking elaborado em novembro de 2007. Há um ano e quatro meses, Serra era o terceiro colocado, com nota 6,5. Hoje, ocupa a quinta colocação. Assim como Serra, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), tem nota média de 6,6. Requião, no entanto, ganha no índice de popularidade, adotado como critério de desempate. Em novembro de 2007, era o quinto.

Além disso, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) saltou de quarto para o segundo lugar. De 2007 para cá, a nota de Campos passou de 6,4 para 7,0. A taxa de aprovação subiu de 40% para 56%. Antes em segundo lugar -com média 6,6- o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), é agora o terceiro, com nota 6,9.

Não é a única novidade no ranking, que inclui os nove maiores Estados do país e o Distrito Federal. O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), passou da nona colocação em 2007 para o sexto lugar de hoje. Em 16 meses, a taxa de aprovação de seu governo passou de 38% para 59%. Embora o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), permaneça em sétimo lugar, a pesquisa registra crescimento da taxa de aprovação de seu governo: de 30% para 44%.

Os peemedebistas Luiz Henrique Silveira (SC) e Sérgio Cabral Filho (RJ) sofreram queda. Antes na sexta colocação, o governador de Santa Catarina está em oitavo no ranking. Principal aliado do PT no Sudeste, Sérgio Cabral está em nono. A tucana Yeda Crusius ainda amarga a última colocação.

Apesar da confortável liderança -e um índice de aprovação de 77%- Aécio teria hoje dificuldades de eleger um sucessor. Segundo o Datafolha, o vice-governador e potencial candidato do PSDB em Minas, Antonio Anastasia, tem 5% das intenções de voto e está em terceiro lugar. Até a divulgação do último Datafolha, a popularidade de Aécio em Minas era encarada como ameaça para os defensores da candidatura Serra. Aliados de Serra temiam que sua candidatura fosse objeto de boicote em Minas. Os números do Datafolha -segundo os quais, sem Aécio, Serra tem 40% em Minas- Tranquilizaram serristas.

Preocupados com o desempenho de Yeda, os serristas comemoram o cenário do Rio, onde a oposição ameaçaria eventual candidatura de Sérgio Cabral à reeleição. Líder na Bahia, Wagner ofereceria sólido palanque para a potencial candidata do PT, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Mantida a aliança com o PSB, ela contaria com suporte em Pernambuco e no Ceará.

O Datafolha ouviu 10.664 eleitores nos nove Estados e DF. A margem de erros é de dois pontos, para mais e para menos, em São Paulo, três pontos nos demais Estados e quatro pontos no Distrito Federal.

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