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Sinopse da imprensa: SP prioriza trânsito, mas esquece CET

A gestão Gilberto Kassab (DEM) tem adotado projetos polêmicos para atenuar os engarrafamentos na cidade de São Paulo, mas ainda não resolveu deficiências básicas de controle do trânsito - definidas por especialistas como lição de casa elementar.

Redação |

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) apresenta uma série de problemas que, se sanados, ajudariam a aliviar os problemas do trânsito na cidade.

Entre os problemas, o jornal aponta que mais de metade das câmeras de monitoramento nas vias da cidade não funciona e quase 10% delas operam apenas de forma parcial.

Segundo o jornal, um em cada quatro cruzamentos segue com semáforos eletromecânicos, ultrapassados, que não permitem ajustes flexíveis. E menos de 20% da rede de semáforos inteligentes têm operado com sua função principal - abrir e fechar dependendo do fluxo.

Outra deficiência da CET apontada pela reportagem é a idade da frota dos veículos da empresa. Alguns têm até 14 anos. Na média, a idade é de 8,2 anos.

O quadro de serviços básicos em condição precária abrange também a falta de guinchos terceirizados para a remoção de veículos estacionados em lugar proibido - suspensos desde 2004 e não retomados ainda. A interdição de uma faixa na via por 15 minutos é suficiente para provocar 3 km de congestionamento -que leva meia hora para ser dissipado.

Outro problema citado na reportagem é a dificuldade de comunicação existente na CET: os marronzinhos vão para as ruas sem equipamentos para avisar sobre ocorrências que atrapalham a fluidez e são até orientados a ligar a cobrar de celular pessoal ou orelhão.

De acom com o diretor do sindicato que representa os empregados da CET, Alfredo Coletti, a crise em serviços básicos da CET não é de hoje e se arrasta desde a gestão Marta Suplicy (PT). "Continua do mesmo jeito. Até gastaram bastante, mas errado", diz.

Para Cláudio Senna Frederico, ex-secretário dos Transportes Metropolitanos, resolver essas deficiências traria benefícios para o trânsito. "O congestionamento não vai deixar de existir, mas ficaria mais civilizado, mais previsível", afirma. "Mais importante é fazer, primeiro, aquilo que já existe ser cumprido e funcionar direito".

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