Sinopse da imprensa: indústria farmacêutica financia ONGs defensoras da patente

SÃO PAULO ¿ Ao menos nove entidades brasileiras de defesa de doentes são financiadas por fabricantes de remédios, revela um estudo recém-concluído da ONG (organização não-governamental) americana Essential Action. As informações são da ¿Folha de S. Paulo¿.

Redação |

De acordo com o jornal, uma entidade que representa pacientes com linfoma e leucemia (tipos de câncer) com sede em São Paulo, por exemplo, recebeu R$ 1,5 milhão de oito multinacionais no ano passado ¿ 60% do orçamento total.

O documento afirma que a relação financeira pode fazer com que "entidades aparentemente independentes" deixem de lado os interesses dos pacientes e adotem uma agenda "consoante com as prioridades da indústria".

No Brasil, os dois lados admitem a transferência de dinheiro, mas negam que isso interfira na independência das entidades de pacientes.

A Essential Action, que se dedica a estudar a saúde pública, analisou um manifesto internacional a favor da manutenção do sistema de patentes de remédios. Das 110 entidades de doentes que assinam o documento, 61 têm ligação com a indústria farmacêutica ou com fabricantes de equipamentos médicos, segundo a ONG.

O manifesto foi remetido à OMS (Organização Mundial da Saúde), que há dois anos estuda mudanças no sistema de proteção de patentes -incluindo a licença compulsória- e criou um grupo de trabalho intergovernamental para analisar formas de ampliar o acesso da população a medicamentos.

O texto final deve ser votado nesta semana, durante a Assembléia Mundial da Saúde. Se aprovado, a OMS poderá dar assistência a países que queiram quebrar patentes. Países emergentes, como o Brasil, e fabricantes de genéricos pressionam para que o documento seja aprovado.

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