Síndico diz que polícia fez varredura por 2h no prédio

O vizinho do casal Nardoni, Antônio Lúcio Teixeira, síndico do Edifício London, disse hoje à Justiça que a polícia fez uma varredura minuciosa no prédio, no dia da morte de Isabella. Ficaram duas horas fuçando em todo o prédio, disse.

Agência Estado |

Ele também relatou que abriu apartamentos fechados e a cobertura do prédio para que fossem vistoriados pela polícia. Teixeira prestou depoimento ao juiz Maurício Fossem, no Fórum de Santana, Zona Norte de São Paulo. Antes dele falou a avó materna de Isabella, Rosa Maria Cunha de Oliveira. O depoimento do avô materno da menina, José Arcanjo de Oliveira, foi dispensado pelo juiz com o aval do promotor Francisco Cembranelli, pois seu depoimento seria muito próximo do que disse Rosa.
Teixeira foi o primeiro a ser avisado pelo porteiro, Valdomiro Veloso, sobre a queda de Isabella. Ele contou ter ouvido às 23h35 gritos "de uma criança em desespero" dizendo "papai, papai, pára". Cinco minutos depois ouviu um "barulho seco, parecido com uma batida na porta de uma carro". Após receber o telefonema do porteiro, o síndico foi até a varanda, de onde viu Isabella caída no gramado. "Para mim foi um choque terrível", disse.
O síndico confirmou que Alexandre Nardoni chegou ao jardim dois minutos após o barulho da queda, dizendo que um ladrão arrombara seu apartamento e jogara sua filha da janela. Veloso havia dito o mesmo em seu depoimento. Segundo síndico, Alexandre estava "muito assustado e transtornado". Teixeira disse ainda que Anna Carolina Jatobá teria chegado cinco minutos depois ao jardim, "desfigurada e absolutamente transtornada. Sem olhar para Isabella, ela xingava o porteiro acusando-o da falta de segurança no prédio".
PIETRO - Teixeira fez ainda um relato ao juiz a pedido de outro morador do London, chamado Jefferson. O síndico contou que o morador o procurou há alguns dias para relatar uma conversa que teve com Pietro, filho de três anos do casal Nardoni, na noite da morte de Isabella. Jefferson teria perguntado ao menino se alguém havia entrado no apartamento de sua família na noite do crime, o garoto respondeu: "Não , não". O morador teria perguntado ainda o que havia acontecido com sua irmã Isabella, Pietro, no entanto, apenas soluçou.

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