Sindicatos farão mobilização para votar matérias de interesse dos trabalhadores

BRASÍLIA ¿ Representantes de seis centrais sindicais se reuniram nesta quinta-feira com o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), para tratar de uma pauta de projetos prioritários para classe de trabalhadores. Segundo informou o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), as centrais pretendem reunir trabalhadores das principais categorias do Brasil para pressionar a Câmara e a sociedade na votação dessas matérias.

Carollina Andrade, repórter em Brasília |

"Nós queremos trazer para Câmara pelo menos mil presidentes de sindicatos do Brasil inteiro para poder iniciar aqui uma grande pressão na sociedade e na Casa. Precisamos resgatar a Câmara, porque ela é o simbolo da democracia. A nossa ideia é que, por exemplo, no dia da votação todas as principais categorias do Brasil façam uma mobilização para acompanhar as votações", destacou o deputado após reunião com o presidente da Casa.

De acordo com Paulinho, a prioridade da classe é a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas e aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%. A PEC aguarda votação em uma comissão especial da Câmara.

A tendência é a Comissão especial é votar às 40 horas no próxima dia 9, segundo me informou o relator e o presidente da Comissão. À partir daí a proposta vem para Câmara e ai sim faremos toda pressão para votá-la no plenário, destacou o deputado.

O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, também defendeu a redução da jornada de trabalho. Segundo ele, esta seria uma forma de gerar mais empregos no País. "Em alguns setores, como o comércio, há uma jornada de até 60 horas semanais. Nós precisamos regulamentar isso. Temos que resolver esta questão", completou Neto.

As centrais sindicais reivindicam ainda a votação do substitutivo do relator, deputado Pepe Vargas (PT-RS), ao projeto que acaba com o fator previdenciário; a aprovação do Projeto de Lei 1/07, que estabelece a política de valorização do salário mínimo; a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 438/01, que expropria as propriedades rurais onde houver o trabalho escravo; a aprovação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre negociação coletiva no serviço público e, a aprovação de uma lei que proíba a demissão imotivada, nos termos da Convenção 158 da OIT.

Participaram da reunião os representantes da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

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