Sindicatos de bancários aprovam fim da greve

Assembleias foram realizadas hoje e bancários devem voltar ao trabalho nesta terça-feira (18), depois de 21 dias em greve

iG São Paulo |

AE
Bancários se reúnem em assembleia em São Paulo e encerram greve
Sindicatos de bancários aprovaram o fim da greve da categoria nesta segunda-feira, depois de 21 dias. Assembleias foram realizadas em diversos Estados para discutir a volta ao trabalho, orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) depois que a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), feita na última sexta-feira (14), foi aceita.

As propostas, segundo a Contraf, já foram aprovadas pelos bancários das seguintes cidades: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Bahia, Mato Grosso, Campinas, Uberaba, Londrina, Criciúma, Blumenau, Teresópolis, Vitória da Conquista, Dourados e Campina Grande. Em outras localidades, as assembleias continuam. O presidente do Sindicato dos Bancários do Município do Rio, Almir Aguiar, comemorou o resultado e considerou a greve vitoriosa. “Foi a maior greve dos últimos 20 anos, paralisamos 9.254 agências em todo o país, o que demonstrou a insatisfação dos bancários em relação à proposta inicial dos banqueiros.”

Para o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, o acordo firmado com a Fenaban "foi uma vitória e reforçará as reivindicações de outras classes de trabalhadores, que vão discutir daqui para a frente seus acordos coletivos anuais".

Leia também: Antes de assembleias, bancários começam a retornar ao trabalho

A proposta da Fenaban estabeleceu reajuste de 9% sobre os salários e de 12% sobre o piso da categoria, válido a partir de 1º de setembro. O valor do piso sobe de R$ 1.250 para R$ 1.400. Os bancários vão receber da instituição em que trabalham até 2,2 salários por ano, a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Pelo acordo, a categoria conquistou aumento real de 1,5%, e para o piso da categoria, o aumento real foi 4,3%. Os bancários vão repor os dias de paralisação até 15 de dezembro, o que afastou a possibilidade de desconto dos dias parados.

"Houve ganho político muito relevante, uma vez que o discurso do governo é de que aprovar reajustes acima da inflação e dar ganhos reais, realimentaria a inflação", disse Cordeiro. Além do campo financeiro, ele cita ainda avanços na questão social e no que se refere à segurança. Ficou acertado, por exemplo, que os bancários não vão trabalhar no transporte de valores, o que "porá fim à violência que muitos sofrem, principalmente no interior, com a ocorrência inclusive de casos de mortes".

Ele fala também da proibição da divulgação pelos bancos de ranking sobre o desempenho individual de bancários, prática que, segundo o sindicalista, provocava constrangimentos no local de trabalho.

Volta ao trabalho

Bancários de diversas cidades do País, especialmente do interior de São Paulo, já haviam retornado ao trabalho nesta tarde, segundo informações do presidente da Contraf, Carlos Cordeiro. Nesta terça-feira (18), todos os funcionários devem voltar ao trabalho.

* Com informações da Agência Brasil

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