Sindicato prevê falência de fretados com restrição em SP

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros e Turismo de São Paulo (Transfretur) prevê que as cerca de 130 empresas do setor sofrerão com a restrição imposta pela Prefeitura da capital paulista, acreditando até na falência do segmento. A Prefeitura criou uma área de 70 quilômetros quadrados de restrição para a circulação dos ônibus fretados.

Agência Estado |

Os usuários terão de desembarcar em pontos fora da zona de restrição para integração com outros meios de transporte - ônibus, metrô, trens e linhas especiais.

Segundo o Transfretur, mesmo com as mudanças apresentadas pela Secretaria Municipal de Transporte, ainda é necessário abrir alternativas às empresas que realizam o serviço de fretamento contínuo. De acordo com o levantamento feito pela entidade, são 137 empresas que contratam 424 ônibus de fretamento, os quais precisam entrar na área de restrição para embarcar ou desembarcar seus funcionários. Algumas empresas contratantes estão localizadas dentro da área de restrição.

O diretor executivo do Transfretur, Jorge Miguel dos Santos, prevê uma possível falência do setor, que emprega 11 mil pessoas na região metropolitana de São Paulo. "Os investimentos em novos ônibus, equipamentos e qualificação profissional para atender os contratantes serão descartados, pois com a mudança das regras de trânsito e o não atendimento aos contratos assinados e definidos as transportadoras correm o risco de pagar por indenizações pelo não atendimento das cláusulas acordadas."

Segundo o sindicato, entre as mudanças anunciadas ontem pelo secretário dos Transportes, Alexandre Moraes, está o credenciamento junto à Secretaria Municipal de Transporte para obter livre circulação na Zona Máxima de Restrição aos Fretados (ZMRF) e ainda a criação de garagens especiais para o desembarque dos passageiros.

Alternativas

O diretor disse acreditar que ainda são necessárias mais alternativas ao que foi proposto. "Mesmo com o credenciamento, os usuários terão que embarcar nas estações do Metrô (Companhia do Metropolitano de São Paulo) e dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e desembarcar em garagens. No entanto, não existem espaços destinados para esse fim nas empresas contratantes", explica.

Santos acredita que a restrição dos ônibus, em qualquer situação, é um forte impulso para o retorno das pessoas aos seus carros. "Não acredito que o usuário do setor do transporte por fretamento realizará diversas baldeações para chegar ao destino. Certamente, ele voltará para dentro do carro e, dessa maneira, teremos mais congestionamentos e poluição nas ruas", disse.

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