Sindicato e empresas tentam pôr fim à greve em Belo Horizonte

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários em Transporte Coletivo (STTRBH) se reúne na tarde desta terça-feira com as empresas de ônibus de Belo Horizonte para tentar pôr fim à greve que já dura dois dias. Além da capital mineira, a paralisação também atinge os municípios de Betim, Sete Lagoas e Itaúna.

iG São Paulo |

Os pontos de ônibus estão lotados e as pessoas esperam até 1h30 para conseguir embarcar. Há registro de congestionamento em diversas vias, já que muitos moradores preferiram não arriscar e saíram de casa com os próprios carros.

AE
Trânsito parado na avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte

O coordenador político do sindicato, Denílson Dorneles, afirma que a categoria está disposta a abrir mão da reivindicação de 37% de aumento nos salários. Vamos negociar, mas desde que os patrões façam uma proposta que dê para gente levar para os trabalhadores, afirma.

Segundo ele, os 4,16% de aumento sugerido pelas empresas não serão aceitos. Isso não muda nada para gente, os salários são péssimos. Vai dar um aumento de R$ 50 para o motorista e de uns R$ 25 para o cobrador, critica.

Além de aumento, o sindicato pede jornada de seis horas de trabalho, compensação das horas e manutenção da função de despachante e cobrador, cujas obrigações, em algumas linhas, passaram a ser também dos motoristas.

Em nota, as empresas de transporte coletivo da região metropolitana de Belo Horizonte informam que apresentaram ao sindicato uma proposta de reajuste que "coloca os trabalhadores do setor entre os de maior remuneração, considerando os salários pagos em todas as capitais do País". Para as empresas, "a ausência ao trabalho pode representar demissão por justa causa por descumprimento da Lei de Greve".

Frota nas ruas

AE
Centenas de pessoas se aglomeram nos pontos de ônibus da capital mineira

Na segunda-feira, cerca de 80% dos ônibus estavam parados. Nesta terça-feira, o coordenador do sindicato disse ainda não ter um número aproximado de quantos aderiram à greve. Tem empresa que está rodando com 50% da frota, outras 25%, diz, e acrescenta que não foi oficializado sobre a decisão liminar do Ministério Público do Trabalho.

Ela determina que o sindicato cumpra escala mínima, que equivale a manter 50% da frota em circulação. A decisão, dada pelo juiz do Trabalho Caio Vieira de Melo, estipula multa por descumprimento em R$ 30 mil por dia. Não sabíamos da decisão e o sindicato não tem dinheiro para pagar uma multa assim, diz.

Prejuízos

Segundo a estimativa do STTRBH, é que a paralisação prejudicou pelo menos 1 milhão de usuários na segunda-feira. Quem também sofreu com a paralisação foram os lojistas. Muitos não conseguiram chegar ao trabalho e as lojas ficaram fechadas. O prejuízo ao comércio foi calculado em R$ 14,7 milhões.

Leia mais sobre: greve

    Leia tudo sobre: greveônibus

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG