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Sindicato dos Metalúrgicos pressiona empresários em São Paulo

SÃO PAULO - O sindicato dos metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes realizou uma reunião, na tarde desta quinta-feira, para definir uma paralisação de 23 empresas de máquinas e aparelhos eletrônicos na cidade de São Paulo. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/08/greve_mobiliza_metalurgicos_de_26_municipios_em_sao_paulo_segundo_o_sindicato_1984486.html target=_topGreve mobiliza metalúrgicos de 26 municípios em SP, diz sindicato

Redação |

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O objetivo do Sindicato, segundo um informe, é negociar diretamente com as empresas acordos que garantam o aumento salarial dos trabalhadores. A entidade diz que, em dois dias de paralisações, fechou 28 acordos com empregadores.

Os metalúrgicos pedem reajuste salarial, fim das terceirizações e cumprimento da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê fim da demissão sem justa causa.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato, as empresas do setor de máquinas, equipamentos e eletroeletrônicos são as que apresentam mais entraves para se chegar a um consenso e, consequentemente, fim da greve.

O Sindicato diz que as negociações não estão rompidas, mas que elas estão lentas demais, já que os não têm propostas a apresentar.

Haverá uma reunião dos trabalhadores com as entidades patronais na próxima segunda-feira, mas os representantes dos metalúrgicos dizem não ter expectativas de avanços nas negociações.

O outro lado

Em nota, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), disse que o Sindicato dos Metalúrgicos está pressionando com avisos de greve e manifestações na porta das empresas. Para a entidade patronal, neste momento de crise financeira em todo o mundo, é preciso que os empregados e empregadores estejam unidos em torno do interesse comum de manter as empresas em atividade.

A Associação ainda recomenda que as empresas não cedam a nenhum tipo de pressão e não assinem qualquer tipo de acordo direto.
A nota destaca: Qualquer concessão, se feita, além de enfraquecer a unidade do empresariado na defesa de seus direitos, poderá sujeitar a empresa à vontade do sindicato laboral em outras pretensões.

A entidade patronal garante que deseja chegar a um acordo bom às duas partes, para isso, é necessário corrigir algumas cláusulas da atual convenção, que expõem as empresas ao risco de questionamento por parte da fiscalização. Não se vai mexer nas conquistas legítimas dos trabalhadores.

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