Sindicato dos ferroviários organiza passeata no centro do Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO ¿ O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Central do Brasil organiza um protesto para esta terça-feira, dando continuidade à paralisação da categoria iniciada à meia-noite de segunda-feira. Os manifestantes sairão da Central do Brasil e seguirão até a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no centro do Rio.

Redação com Agência Estado |

Na noite de ontem, os ferroviários decidiram manter a greve, que inicialmente era uma paralisação de 24 horas. De acordo com a concessionária Supervia, que administra o transporte ferroviário na região metropolitana do Rio, todos os ramais estão funcionando. No entanto, alguns deles, como os de Saracuruna (Duque de Caxias) e Belford Roxo, ambos na Baixada Fluminense, operam com intervalos de 30 minutos.

Decisão judicial

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro realizou nesta segunda-feira sem sucesso uma audiência de conciliação por três horas para tentar um acordo entre os ferroviários e a Supervia. A vice-presidente do TRT-RJ, desembargadora Glória Regina Ferreira Mello, concedeu parcialmente a liminar da concessionária que pedia a ilegalidade da greve.

Com a concessão da medida cautelar ficou definido que o sindicato assegurasse o retorno às ruas de 60% do efetivo de trabalhadores na base territorial, no horário de maior movimento de passageiros, definido como sendo das 4h30 às 8h30 e das 16h30 às 20h30, para que a população não fosse prejudicada. Nos demais horários, foi fixado um mínimo de 40% de maquinistas em operação. Caso a determinação seja descumprida, o sindicato pagará multa diária de R$ 50 mil.

Paralisação

O sindicato acusa a Supervia de demitir dez trabalhadores que aderiram à greve como forma de pressão contra a paralisação. Segundo o presidente do sindicato, Valmir Índio Lemos, a Supervia não oferece condições de segurança para os funcionários e passageiros.

Queremos que a Supervia invista efetivamente no sistema ferroviário. É comum haver trens com problemas nos freios, é comum haver problema com sinalização. Isso está causando uma intranquilidade muito grande para a categoria, protesta Índio, completando que pelo menos uma vez por semana ocorre um acidente de trem e os maquinistas são quase sempre responsabilizados.

O diretor de marketing da Supervia, José Carlos Leitão, informou que as recentes demissões ocorreram devido a atos de indisciplina e insubordinação. Leitão garantiu que os argumentos do sindicato de que há insegurança nos trens são infundados e que o propósito da paralisação é exigir aumento salarial.

Reivindicações

O aviso da paralisação foi comunicado à concessionária na última quinta-feira pela categoria. Segundo a Supervia, os trabalhadores reivindicam reajuste de 80% do piso salarial de maquinistas, adicional de 5% para os maquinistas que fizerem a locução de avisos para a população, redução da carga horária semanal de 40 horas para 36 horas para humanização do trabalho, entre outros pedidos.

Em nota, a concessionária lamentou profundamente o transtorno causado à população do Estado do Rio de Janeiro. A empresa diz estar buscando as medidas judiciais cabíveis para a imediata decretação da abusividade da paralisação e a normalidade da operação. A linha férrea administrada pela Supervia passa por 11 municípios fluminenses e possui 89 estações. Cerca de 500 mil passageiros estão sendo afetados com a greve.

*com informações da Agência Brasil

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