SÃO PAULO - O presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Federal em São Paulo, Amary Portugal, disse hoje (16), ao sair da Superintendência da PF na capital paulista, que a entidade poderá fazer um manifesto de repúdio caso seja confirmado que o delegado Protógenes Queiroz não se afastou espontaneamente da coordenação das investigações da Operação Satiagraha.

Caso tenha ocorrido ingerência da administração central para o afastamento do delgado, isso será repudiado pela categoria, afirmou Portugal. Segundo ele, o sindicato ainda não foi procurado por Protógenes, que fica à frente das investigações até sexta-feira (18), quando o delegado Ricardo Saad assume o caso. Saad tem competência e apoio do companheiros e é especializado nisso.

De acordo com informações da PF, Protógenes pediu seu afastamento ontem (15) para fazer um curso em Brasília.

Nem a direção da PF e nem o presidente do sindicato souberam informar, no entanto, as razões do afastamento dos outros dois delegados que participavam da investigação: Karina Souza e Carlos Pellegrini.

Neste momento, acabou o depoimento do banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, ao delegado Protógenes. O empresário foi presos duas vezes nas semana passada e liberado nas duas ocasiões por meio de habeas corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

A PF acusa o banqueiro de comandar uma organização envolvida em corrupção ativa, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e formação de quadrilha. As atividades do grupo estão sendo investigadas por intermédio da Operação Satiagraha.

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