divulgou uma nota, nesta quarta-feira, afirmando ter conhecimento de que o jornalista Roberto Cabrini estava fazendo uma reportagem investigativa quando foi preso por policiais civis. Cabrini foi preso na terça-feira com 10 papelotes de cocaína. Para o SJSP, a prisão foi um grande equívoco. Cabrini continua detido no 13º Distrito Policial." / grande equívoco - Brasil - iG" / divulgou uma nota, nesta quarta-feira, afirmando ter conhecimento de que o jornalista Roberto Cabrini estava fazendo uma reportagem investigativa quando foi preso por policiais civis. Cabrini foi preso na terça-feira com 10 papelotes de cocaína. Para o SJSP, a prisão foi um grande equívoco. Cabrini continua detido no 13º Distrito Policial." /

Sindicato declara que prisão de Cabrini é grande equívoco

SÃO PAULO - O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) http://www.sjsp.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1686&Itemid=1divulgou uma nota, nesta quarta-feira, afirmando ter conhecimento de que o jornalista Roberto Cabrini estava fazendo uma reportagem investigativa quando foi preso por policiais civis. Cabrini foi preso na terça-feira com 10 papelotes de cocaína. Para o SJSP, a prisão foi um grande equívoco. Cabrini continua detido no 13º Distrito Policial.

Redação |

A nota foi emitida à diretoria da Rede Record de Televisão. O sindicato informou que a grande reportagem sobre o tráfico de drogas era feita há cerca de um ano. Depoimentos de trabalhadores e diretores da Record dão esta certeza ao SJSP.

O Sindicato declarou ainda que o caso será elucidado pelas autoridades, a justiça restabelecida e a liberdade de imprensa garantida.

Relaxamento de prisão

O advogado do jornalista, Alberto Zacharias Toron, pediu na Justiça, nesta quarta-feira, o relaxamento de prisão ou a concessão da liberdade provisória de Cabrini. Para Toton, a prisão foi forjada e feita sob ameaça e seu cliente foi vítima de uma grande arbitrariedade policial. O parecer deve sair nesta quinta-feira.

"Vítima de armação"

Um dia após a sua detenção, Cabrini enviou uma carta à imprensa na qual alega estar sendo "vítima de uma armação, em virtude de estar investigando assuntos que incomodam a muitas pessoas".


Divulgação
Cabrini explica que a investigação está relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), caso em que diz atuar há dois anos.

"Jamais parei de investigar (o caso do PCC) e, apesar das inúmeras pressões, sempre tive certeza da autenticidade da entrevista que efetuei em maio de 2006 com o líder da facção, Marcos Camacho", afirma na carta.

O jornalista conta que uma fonte lhe procurou para entregar fitas relacionadas ao caso. "Neste material, o líder confirma a autenticidade da entrevista e fala sobre os fatos que envolveram os ataques de 2006."

Ainda segundo Cabrini, ele já havia assistido a 40 segundos da gravação e fontes do PCC disseram que "esclarecimentos sobre o que aconteceu durante os ataques só poderiam ser feitos quando sua revelação não representasse riscos à integridade física de vários detentos".

Três DVDs seriam entregues ao jornalista na zona sul de São Paulo, ontem, em encontro marcado com uma fonte. "Ao invés de receber fitas, houve, sim, uma abordagem policial."

E conclui: "Apesar de tudo, comunico que sempre protegi e protegerei minhas fontes, afinal considero o respeito entre fonte e jornalista um dos princípios mais sagrados da minha profissão."

Comunicado da Record

A direção da rede Record comunicou à imprensa que "tinha o registro interno que o repórter estava desenvolvendo uma reportagem de caráter investigativo". Também disse que Cabrini é reconhecido pela sua cobertura de reportagens especiais e por sua trajetória profissional nas principais televisões brasileiras.

Por fim, a emissora afirmou que "acredita na Polícia e na Justiça do Estado de São Paulo e espera a correta elucidação dos fatos".

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