Sindicato de SP prevê custos mais elevados dos medicamentos

O Sindicato da Indústria Farmacêutica do Estado de São Paulo (Sindusfarma) informou, em nota, que analisa as mudanças para as bulas de remédios, após resolução publicada ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e planeja o atendimento às exigências. As determinações da Anvisa vão do tamanho da letra e do espaço entre palavras e as linhas até a forma como as informações são apresentadas - passam a ser por meio de perguntas e respostas.

Agência Estado |

O sindicato advertiu, no entanto, que as medidas deverão aumentar os custos dos produtos, principalmente pela necessidade de adequação dos materiais de embalagem. Também afirma que vai buscar outros meios de atender pessoas com dificuldades de leitura, além da oferta da bula em Braille.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) considerou importantes as alterações previstas na nova resolução da Anvisa, mas pondera que o prazo para as empresas se adaptarem é longo. “Não era preciso aguardar tanto”, diz a consultora do instituto, Mirtes Peinado. Para ela, no entanto, as mudanças podem contribuir de forma significativa para o uso seguro dos remédios. “Há sempre dúvidas que surgem ao longo do uso do remédio, muitas vezes o paciente não tem boa comunicação com o médico.”

Além do novo tamanho da letra e da linguagem mais acessível, Mirtes aplaudiu a exigência de genéricos e similares apresentarem bulas semelhantes a de remédios de referência. Ela elogiou também a necessidade de todos os medicamentos virem acompanhados da bula, incluindo aqueles vendidos em embalagens avulsas. Outro ponto considerado um avanço foi a regulação de bulas para medicamentos fitoterápicos e homeopáticos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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