Sindicato contraria Correios e contabiliza 70% de adesão à greve

BRASÍLIA - O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal, Moysés Leme, disse na tarde desta quarta-feira que a participação dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) na greve aumentou 12%, atingindo 70% do efetivo em todo o Brasil. Segundo a assessoria dos Correios, a adesão diminuiu e atinge 35% do total de funcionários.

Ana Clara Werneck, do Último Segundo |

Nesta quarta, os grevistas fizeram um enterro simbólico do presidente da ECT, Carlos Henrique Custódio, e levaram o caixão até o Palácio do Planalto. O objetivo é conseguir uma audiência com o presidente Lula. Lula disse que vai cumprir o acordo (de incluir o adicional de risco nos vencimentos dos funcionários) assinado por Custódio, declara Moysés.

Os Correios alegam que não podem cumprir o combinado porque a lei brasileira não permite que seja concedido este tipo de benefício aos funcionários da ECT. E que, além disso, o adicional de função é financeiramente superior ao de risco, o que invalidaria a greve.

Em assembléia que ocorreu nesta quarta-feira, o comando de greve decidiu que a paralisação continua até que as reivindicações sejam atendidas. Os grevistas planejam ir ao Ministério das Comunicações na tarde desta quinta-feira para tentar conversar com o ministro Hélio Costa.

Segundo os Correios, cerca 3 milhões de correspondências de todo tipo ficaram paradas só no Estado de São Paulo, o equivalente a meio dia de trabalho no Estado em que os Correios têm maior atividade. Por dia, a ECT movimenta 33 milhões de correspondências em todo o País.

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