Sindicância interna da Abin não será prorrogada novamente, afirma GSI

BRASÍLIA - O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Felix, afirmou nesta quarta-feira que não haverá nova prorrogação do prazo para sindicância interna instaurada na Agência Brasileira de Inteligência. De acordo com o general, a conclusão da investigação deverá ocorrer em duas semanas.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico

Não haverá prorrogação do prazo para a sindicância; os relatórios estão sendo terminados. A sindicância é uma coisa administrativa e interna. É para apurar a questão da possível ocorrência de uma escuta telefônica e definir se há responsabilidade dos integrantes da Abin. A sindicância e o inquérito são sigilosos, se houver conseqüências, certamente, essas conseqüências serão tornadas públicas, comentou.

Em setembro, a Agência decidiu abrir investigação interna para apurar se houve envolvimento de seus agentes secretos em escutas clandestinas nos telefones do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Reportagem da revista Veja, que motivou a apuração, reproduz um diálogo telefônico de Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) no dia 15 de julho.

Em relação ao retorno de Paulo Lacerda a presidência da Abin, o general destacou: Não volta? Quem nomeia é o presidente e quem tem a possibilidade legal de exonerá-lo é ele. A decisão é do presidente, ressaltou. Lacerda está afastado da Agência desde o dia 1° de setembro.

Com o delegado, outros três integrantes da cúpula da Abin foram afastados: o vice José Milton Campana, o chefe do Departamento de Contra-Inteligência, Paulo Maurício Fortunato Pinto, e o assessor especial da presidência, Renato Porciúncula.

Santa Catarina

O general Felix comentou ainda que a interlocução entre o Estado de Santa Catarina e o Governo Federal está a cargo da Defesa Civil e do Ministério da Integração Nacional. Na verdade quando estas coisas acontecem no município, o Governo Estadual e Federal acompanham, assistem. É preciso que haja um estudo muito sério no sentido de quem é que pode voltar às suas casas, destacou.

Com relação a reunião que houve na segunda-feira, com os orgãos envolvidos no apoio às vítimas das enchentes na região, Félix afirmou que o encontro foi para discutir alguns pontos e evitar duplicidade de pedidos. Em uma situação dessas, quem aparece pela frente as pessoas pedem: pedem ao ministério dos transportes, das cidades, então fica muito mais fácil essa coordenação por intermédio de quem está mais presente no momento, que é a Defesa Civil, acrescentou o general. A reunião foi realizada a pedido do presidente Lula.

Ele enfatizou, porém, que o trabalho do Gabinete não é normalmente de coordenação. Nós chamamos de articulação. Juntamos os atores, colocamos os temas, eles discutem e, aí, nós percebemos quem é que vai ficar efetivamente com a coordenação, completou.

As afirmações foram feitas durante cerimônia de aniversário de 70 anos do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), realizada no Palácio do Planalto em Brasília.

Leia mais sobre: Abin

    Leia tudo sobre: abin mendes

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG