Sindicalistas criticam e ministro do Trabalho diz que taxas de juros continuam altas

São Paulo - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou hoje (1) que o governo está tomando as medidas necessárias para reduzir as taxas de juros, que foram muito criticadas por representantes da Força Sindical durante a festa do 1º de Maio, realizada na zona norte da capital paulista.

Agência Brasil |

Para Lupi, embora o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha reduzido as taxas de juros nas últimas três reuniões, elas ainda são altas no Brasil e, por isso, a reivindicação das centrais sindicais é justa. "Mas o Brasil tem que buscar sempre o bom senso e o equilíbrio para as taxas de juros não caírem de maneira tão abrupta que prejudiquem outros setores da economia nacional", disse o ministro. Ele disse acreditar que as taxas de juros chegarão, aos poucos, a níveis mais aceitáveis.

O ministro, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento promovido pela Força Sindical para comemorar o Dia do Trabalho, disse que o brasileiro deve ter fé no país, apesar da crise econômica global. Segundo ele, o Brasil está superando a crise e já há registros de crescimento da geração de empregos desde fevereiro. "Vamos ter mais ainda em abril. "Já estamos vendo setores da economia nacional respondendo. Então, temos de ser otimistas. Minha mensagem é acreditar no país, na nossa força de trabalho. O Brasil tem condições muito especiais para ser o primeiro a sair da crise", afirmou.

Questionado sobre a queda do número de postos de trabalho na indústria, Lupi respondeu que são apenas alguns setores que ainda estão sofrendo em decorrência da crise e que dados cadastrais do governo, baseados nas informações das próprias empresas, confirmam essa afirmação. "O dado que temos é real, não é pesquisa. Temos uma base forte para fazer qualquer avaliação sobre a economia."

Lupi disse que o governo está tomando também medidas para que os trabalhadores dos setores produtivos de carne bovina e frango não sejam demitidos. "Uma das medidas foi a liberação de R$ 10 milhões para o agronegócio, além de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Estamos agindo sempre, e a contrapartida é a garantia do emprego, que, para nós, é fundamental". Segundo o ministro, mesmo com a média de 650 mil demitidos em dezembro, no ano passado, foram criados quase 1,5 milhão de empregos.

Sobre as mudanças em estudo para a caderneta de poupança, o ministro disse que o trabalhador não deve temer as alterações, porque esse é um investimento seguro: "O governo brasileiro tem a responsabilidade de não alterar nada que traga prejuízo à população. Jamais o presidente Lula fará nada para prejudicar o pequeno e médio poupador".

Leia mais sobre: Dia do Trabalho


    Leia tudo sobre: dia do trabalhojuros

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG