Silvia Buarque fala de sua ¿ pouca ¿ relação com música clássica e do desafio de fazer o papel que já foi de sua mãe no teatro

Atriz interpreta mulher de Mozart na peça ¿Amadeus¿, que estreia nesta sexta, no teatro Carlos Gomes, no Rio

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Leia também: Os bastidores da peça "Amadeus", no Rio

Silvia Buarque interpreta Constanze Weber, mulher de Mozart, na peça Amadeus, que estreia nesta sexta-feira (12), no Rio. É a primeira vez que ela vive um papel que já foi feito por sua mãe, Marieta Severo. As comparações, ainda que 27 anos separem as duas montagens, são inevitáveis. Não que isso seja um problema para ela. Não foi uma das personagens mais marcantes que ela fez. Isso me ajuda a não ser tão cobrada, afirma Silvia, que está longe das novelas desde o no passado, quando viveu uma professora em Caminho das Índias.

Enquanto experimentava perucas no camarim no teatro, para subir ao palco para um ensaio geral, Silvia conversou com o iG sobre este novo trabalho e projetos futuros.

Renato Velasco

iG: Como é a mulher de Mozart, segundo sua interpretação?
SILVIA: Ela é uma menina frívola, assim como é relatada nas biografias. Nao fujo do que a história diz dela. Minha visão da Constanza é o que o diretor me passou para fazer. Assim como Mozart, ela se apresenta de forma infantil. Vai de uma moleca no começo da peça a um amadurecimento no final.

iG: Você gosta de música clássica? É um assunto que você domina?
SILVIA: Sinceramente? Não. Não tive esta formação clássica. Mas adoro este lado do meu trabalho, tive só o segundo grau, não fiz faculdade. Então meu trabalho me permite ter um conhecimento sobre vários assuntos que não eram do meu domínio. 

iG: Como buscou conhecimento para esta peça?
SILVIA: Fui obrigada a mergulhar no mundo da música clássica. Antes eu não dava bola para ópera. Não posso falar, é claro, que virei uma aficionada em Mozart, mas estou adorando entender mais este universo.

Renato Velasco

Silvia, em cena da peça "Amadeus", como Constanze, mulher de Mozart

iG: Alguns atores tiveram aulas de música clássica. Você também precisou disso?
SILVIA: Não, mas faço apoio vocal com uma fono duas vezes por semana. A voz da personagem é meio fina, ela dá uns gritos que parecem dores de parto. Então isso exige muito das minhas cordas vocais.

iG: Interpretar um papel que já foi feito pela sua mãe é um desafio a mais?
SILVIA: Conto com a distância das duas peças para não sentir isso. E não foi uma das personagens mais marcantes que ela fez. Isso me ajuda a não ser tão cobrada. E, para falar a verdade, esse é o menor dos problemas para mim.

iG: Por que você faz pouco TV?
SILVIA: Não sei, sou pouco convidada ( risos ). Sou uma atriz freelancer. Até gostaria de fazer mais. Sou mais dedicada ao teatro, apesar de gostar de fazer 30 cenas de novela em um dia. TV dá projeção, isso é bom para o ator.

iG: Além da peça, quais são seus próximos projetos de trabalho?
SILVIA: Estreio em setembro, no CCBB de Brasília, a peça Cartas de Amor. É um projeto com o cenógrafo Flávio Graff. Além disso, eu e Bianca Byington temos um projeto de fazer uma peça da roteirista francesa Agnès Jaoui. E no dia 28 de maio estreia nos cinemas o filme Eu teu nome, de Paulo Nascimento, sobre a luta armada no sul do país.

Confira: As fotos exclusivas dos bastidores da peça "Amadeus"

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