Siderúrgicas de MG estranham multas por carvão ilegal

O presidente do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer), Paulino Cícero, estranhou o fato de o Ministério do Meio Ambiente ter anunciado a aplicação de multas a 55 siderúrgicas mineiras por terem usado carvão ilegal em 2007. Se há um Estado com obsessão com a sustentabilidade é Minas Gerais, disse.

Agência Estado |

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou a aplicação de multas de R$ 414,7 milhões a 60 siderúrgicas (55 em Minas) por utilização de carvão ilegal.

O presidente do Sindifer informou que, há sete meses, as siderúrgicas apresentaram uma proposta de projeto de lei ao governo do Estado dando às empresas dez anos de prazo para ficarem totalmente independentes do carvão nativo. "Queremos usar apenas carvão plantado, até porque ele é mais econômico", ressaltou.

Paulino Cícero afirmou que Minas Gerais é o Estado com a maior reserva de matas plantadas do País, com 1,166 milhão de hectares de matas plantadas de eucalipto e pinho. No entanto, são necessários pelo menos 1,7 milhão de hectares para suprir a demanda da indústria siderúrgica em Minas. "O financiamento para o reflorestamento ainda é muito pequeno", criticou.

Quanto ao grande número de siderúrgicas autuadas em Minas, o presidente do Sindifer ponderou que, muitas vezes, é difícil saber de onde vem o carvão produzido em outros Estados. Ele disse ainda que o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF) tem um monitoramento superior ao de outros Estados, o que também poderia justificar o alto número de siderúrgicas autuadas. A assessoria de imprensa do IEF informou que foram autuadas siderúrgicas de pequeno, médio e grande porte.

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