Sexta-feira 13: entenda a fama da data

Acontecimentos históricos se misturam às superstições para dar a fama da data que foi consagrada pelo cinema

iG São Paulo |

Para os supersticiosos, hoje é dia de ficar em casa e não fazer nada muito arriscado, de preferência com algum amuleto que possa quebrar qualquer tipo de azar que uma sexta-feira 13 carrega. Para entender melhor a fama, ou maldição, da sexta-feira 13, é importante saber alguns significados. Na história da civilização, o 13 é um número considerado incompleto. São doze os ciclos lunares durante um ano solar, que formam os 12 meses no ano, e a contagem da civilização suméria tinha como base 12 unidades, daí vem a porção padrão conhecida como dúzia.

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Representação de Leonardo da Vinci para a Última Ceia. Cristo e os apóstulos eram 13 pessoas reunidas em uma mesa
Outras coincidências religiosas e místicas também estão presentes na composição da ‘carga negativa’ do 13 . Esse era o número de pessoas que estavam presentes a Última Ceia, refeição que Jesus teria feito antes da crucificação. E para quem acredita em outras forças místicas, a décima terceira carta do Tarô é “A Morte".

Ainda existem duas lendas da mitologia nórdica que reforçaram os mistérios quanto ao número 13 e espalharam a superstição pela Europa. A primeira conta que em uma festa na morada dos deuses, foi dado um banquete para 12 divindades, mas Loki, espírito do mal e da discórdia, que não teria sido convidado, apareceu para criar um desentendimento entre os deuses. Durante uma briga, o deus Balder, favorito entre as divindades, teria morrido. Daí vem a crença de que não se deve convidar 13 pessoas para um jantar ou uma festa.

Outra lenda escandinava diz que Friga, deusa do amor e da beleza, teria se transformado em uma bruxa após a conversão dos nórdicos ao cristianismo. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas-feiras com outras 11 bruxas e o demônio. Juntos, os 13 ficaram lançando feitiços sobre os novos cristãos do alto de uma montanha.

A sexta-feira também começa a se diferenciar como um dia negativo pela crença religiosa. Segundo a tradição cristã, Jesus foi cruxificado e morto em uma sexta-feira. Além disso, muitos historiadores apontam para o fato de Cristo provavelmente ter morrido na sexta-feira 13, do mês de Nissan, visto pelo calendário hebraico.

“A sexta-feira também ficou conhecida por ser o dia das execuções oficiais. Na Inglaterra era esse o dia em que os prisioneiros eram enforcados”, diz o professor, astrólogo, numerólogo e pesquisador da cultura popular Nathanael Souza

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