A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anuncia amanhã, em Brasília, a prorrogação da chamada moratória da soja. Trata-se de um compromisso das indústrias de não comprar soja de áreas desflorestadas na Amazônia.

O acordo foi instituído pela primeira vez em julho de 2006, com validade de dois anos.

Na ocasião, o setor também se comprometeu a trabalhar em conjunto com entidades representantes da sociedade civil, como Organizações Não Governamentais (ONGs) ambientais, para adotar uma estrutura de governança com regras de como operar na Amazônia e cobrar do governo brasileiro a definição, aplicação e cumprimento de políticas públicas (zoneamento econômico-ecológico) sobre o uso da terra na região.

Recentemente, o desmatamento e a produção agrícola em áreas da Amazônia voltou a chamar a atenção nacional e internacional. No início do mês, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, confirmou que houve aumento no desmatamento no País. Ele citou dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que indicam que foram desmatados 4.964 quilômetros quadrados de agosto de 2006 a julho de 2007 - um período de 12 meses -, enquanto que, de agosto de 2007 a abril de 2008 (nove meses), o desmate foi de 5.850 quilômetros quadrados.

"E o pior está por vir", disse o ministro, referindo-se ao fato de que os meses em que há mais queimada e mais desmatamento na Amazônia são os meses de maio (ainda não incluído nas estatísticas), junho, julho e agosto, justamente a época do preparo do plantio da safra de grãos.

Carlos Minc, o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli, e o diretor de campanha do Greenpeace, Paulo Adario, participam do evento em Brasília amanhã no Edifício sede do Ministério do Meio Ambiente.

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