Sete pessoas morrem metralhadas em chacina em Salvador

SALVADOR - A maior e mais cruel chacina ocorrida neste ano em Salvador se deu na noite de sábado, na rua da Adutora, a menos de 500 metros da Avenida Paralela, bairro de Mussurunga. Sete pessoas foram metralhados a sangue frio por um grupo de dez a 12 homens.

Agencia Nordeste |

Segundo os moradores ¿ e os próprios policiais, que não encontraram entre os mortos nenhum com passagem pela polícia ¿ as vítimas eram trabalhadores e pais de família. As peças de dominó e copos e garrafas de cerveja no chão, manchados de sangue, provavam que as vítimas não tiveram chance de defesa. Não era para eles morreram, disse a irmã de uma das vítimas. O grupo que matou meu irmão desceu aqui em busca de outra pessoa, mas terminou matando inocentes, afirmou.

De acordo com os moradores, a tragédia poderia ter sido evitada. Eles dizem que, há mais de um mês, o grupo apontado como responsável pela chacina teria anunciado que haveria mortes no local. A polícia teria sido avisada, mas nenhuma medida foi tomada. De acordo com os moradores, os autores do massacre chegaram por volta das 21h, sem disfarces, a pé, com rosto à mostra, na certeza de que ninguém teria coragem de lhes apontar na rua. Nas mãos, exibiam armas.

Um jovem que se dirigia a uma reunião da igreja Assembléia de Deus disse ter visto as vítimas pouco antes da chegada dos assassinos. Eles estavam sentados, jogando dominó, os caras chegaram, mandaram todo mundo deitar e soltaram uma rajada de metralhadora. Na hora de ir embora, um deles, o menor, passou por mim e apontou a arma. Não me matou nem sei porquê, disse.

A polícia teve dificuldade para identificar os corpos. Os assassinos levaram documentos, celulares e dinheiro de todas as vítimas. Além dos sete mortos, outros dois, Gildo Azevedo da Silva, 32 anos, e Aderivaldo dos Santos Cerqueira, 34, foram baleados, mas conseguiram sobreviver após serem atendidos no Hospital Geral do Estado (HGE).

O delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, determinou prioridade na identificação e captura dos autores de chacina. As primeiras pistas apontam para o traficante conhecido como Jerri Adriani, que teria sido o mandante e, possivelmente, participou do massacre.

As vítimas são: Luis Carlos Silva da Conceição (31 anos), casado, pai de uma menina, trabalhava como vendedor de carros; Rodrigo Conceição Cruz (25 anos), prestava serviços de segurança no bairro do Imbuí e comemorava antecipadamente o aniversário; Eraldo Pereira Lima Filho (34 anos), trabalhava como vigilante. Casado, não tinha filhos, mas ajudava a criar o enteado de 13 anos; Alcides Magalhães (37 anos), pai de três filhos, tinha um relacionamento com uma moradora da rua; Evanildo Nascimento (28 anos), trabalhava como garçom em barracas de praia e era vendedor de queijo coalho; Gesildo Nascimento Oliveira (45 anos), pai de uma menina, trabalhava como porteiro em um condomínio da Pituba; Luís Carlos Silva dos Anjos (32 anos), pedreiro, conhecido pelos moradores como Nego, vivia de empreitadas.

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