Sete moradores são assassinados em favela do Rio

Sete pessoas morreram entre a noite de ontem e a madrugada de hoje na favela do Barbante, em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a polícia, todos são moradores inocentes, sem ligação com criminosos, e teriam sido assassinados por milicianos da Liga da Justiça.

Agência Estado |

O grupo seria comandado, de acordo com a polícia, pelo deputado estadual Natalino Guimarães (sem partido) e seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães (PMDB), ambos presos em Bangu 8. O filho do vereador, o ex-PM foragido Luciando Guimarães, teria liderado o ataque.

"Desde a prisão de Natalino, no mês passado, as favelas de Campo Grande que são dominadas pelo grupo de milicianos estão enfraquecendo. A Carobinha, por exemplo, já foi tomada por traficantes da facção ADA (Amigo dos Amigos). Na semana passada, traficantes do Comando Vermelho tentaram tomar a favela do Barbante, mas não conseguiram. Por isso, os milicianos atacaram, querendo culpar um ataque de traficantes", disse o delegado titular da 35ª Delegacia de Polícia, delegado Marcus Neves.

Neves informou que, dos 17 homens que teriam entrado encapuzados na favela para promover os "assassinatos aleatórios", dez já foram identificados e são integrantes da Liga da Justiça. Parte deles já foi denunciada pelo Ministério Público (MP) por formação de quadrilha e diversos homicídios. A identificação da quadrilha foi possível porque moradores do Barbante anotaram placas dos carros com os quais os criminosos entraram na favela.

A polícia divulgou apenas o nome do comerciante Ariovaldo da Silva Nunes, de 37 anos, entre os mortos. "O objetivo desses milicianos, que são muito mais organizados que os traficantes, é também enganar a comunidade que atacaram. Eles querem mostrar que a população vai sofrer muito mais se os traficantes entrarem ali", afirmou. Ninguém ainda foi preso.

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