Servidores da Embrapa vão cruzar os braços por 4 dias

BRASÍLIA - Os 8.500 funcionários das 49 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) devem cruzar os braços por pelo menos quatro dias, a partir desta terça-feira. Na sexta-feira eles continuarão parados, mas farão assembléias em todo o País para decidir se suspendem ou mantêm a greve. A informação é do diretor de assuntos jurídicos do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Luiz Soares.

Agência Estado |

Ele informou que os servidores da Embrapa querem reajuste salarial linear de 12% e a revisão da tabela de salários. O governo sinalizou com reajuste de 5,04%, inflação acumulada no período entre maio de 2007 e abril deste ano de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No dia 25 de junho os servidores da Embrapa já haviam feito uma paralisação de 24 horas.

Além dos funcionários da Embrapa, os fiscais federais agropecuários decidiram fazer paralisações bimestrais, por 48 horas, sendo que a primeira está agendada para agosto. Eles ficarão de braços cruzados todas as quintas e sextas-feiras da última semana de cada mês. No mês de dezembro, a paralisação será na primeira semana.

Se até março de 2009 a situação salarial da categoria ainda não tiver sido resolvida, os servidores vão novamente fazer greve geral, informou uma fonte da Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa).

Os fiscais protestam contra o descumprimento do termo de compromisso assinado com o governo ao final da greve da categoria no ano passado. Pelo acordo, os fiscais teriam reajuste salarial de 45%, dividido em três etapas: 15% em fevereiro de 2008, 15% em fevereiro de 2009 e 15% em fevereiro de 2010.

Eles argumentam, no entanto, que o governo descumpriu o acordo com a edição da Medida Provisória (MP) 431, que trata do reajuste salarial para quase 800 mil servidores da ativa, aposentados e pensionistas, entre eles os fiscais federais agropecuários.

O vice-presidente da Anffa, Wilson de Sá, alega que o texto reduzirá os salários de alguns dos 13 níveis de classificação da carreira e por isso pede tratamento diferenciado para a categoria.

Nesta segunda, representantes dos fiscais vão se reunir com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Eles não apostam, no entanto, em solução na reunião de hoje, já que só o Ministério do Planejamento pode solucionar o impasse.

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