BRASÍLIA - Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) paralisaram as atividades em todo o país a partir desta terça-feira. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) está orientando a categoria a só retornar às atividades após o governo autorizar um reajuste salarial próximo aos 12%, exigidos pelos empregados.

De acordo com o presidente da Sessão Sindical do Sinpaf, Geraldo Pacheco, os servidores da Embrapa já tentaram negociar com a empresa pelo menos 13 vezes, desde o ano passado, mas não houve conciliação. Segundo Pacheco, o máximo oferecido pela diretoria da empresa foi 5,06% de reajuste.

Os salários da Embrapa estão bastante defasados. Estamos ganhando em torno de 20% a 30% a menos do que outras empresas do próprio governo, avaliou o sindicalista, em entrevista à Agência Brasil.

Pacheco ressaltou que, com essa desvalorização, o número de funcionários está diminuindo. A gente está tendo evasão de funcionários para outras empresas. Então a gente tem que realinhar os salários para poder manter o quadro de profissionais que a gente tem hoje.

De acordo com o representante do Sinpaf, 44 unidades da Embrapa de todo o Brasil estão com as atividades paradas, o que representa uma adesão de 90%, segundo ele.

Pacheco informou que amanhã (9) a categoria vai realizar uma manifestação em frente à Embrapa Sede, em Brasília, e na quinta-feira (10) o Sinpaf fará uma avaliação do movimento para definir se a greve continua.

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