Servidor do Senado diz ter sido obrigado a ficar em casa sem trabalhar recebendo salário

BRASÍLIA - O servidor do Senado Francisco Tadeu Gardesani Luz, analista legislativo lotado da área de Comunicação Social, denunciou nesta segunda-feira que está há mais de um mês recebendo salário pelo Senado sem trabalhar.

Carol Pires, repórter em Brasília |


De acordo com ele, em 10 de maio deste ano, encerrou-se a licença médica a que ele tinha direito, mas, ao retornar à TV Senado, onde ele era lotado, a diretora do setor, Leila Dahler, o informou que seu posto de trabalho havia sido transferido para a Secretaria de Comunicação Social (SECS).

Ao procurar a secretaria, Luz teria sido informado que também não havia vaga para ele, e que sua transferência não havia sido comunicada ao responsável. O senhor chefe de gabinete me pediu para aguardar mais uns dias, que iria informar-se a respeito e que entraria em contato comigo por telefone, diz o servidor, em requerimento protocolado na secretaria administrativa do Senado em 26 de maio deste ano.

Luz voltou ao Senado dez dias depois e assinou a folha de ponto referente aos dias que estava em casa, à espera de uma resposta sobre seu caso. Em 22 de maio, mais uma vez de volta ao Senado, foi proposto a Francisco Luz, pela diretora da SECS, Ana Lúcia Novelli, que ele ficasse em casa até que fosse encontrada sua lotação.

Ana Lúcia alega que o servidor ficou em casa durante este período porque a instituição estava procurando uma nova função para ele.  Na verdade nós estávamos procurando uma lotação para ele. Isto é sempre feio em conjunto com o servidor. Se ele manifestasse desejo de ir para outra área, a gente tenta adequar as habilidades de cada um com o setor. Ele nunca esteve sem lotação, apenas foi readequado, explicou a diretora.

Sexta-feira passada, o servidor foi lotado na secretaria de Relações Públicas, no setor de visitação institucional.

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