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Serrano: estratégia do governo contra dossiê é casuísmo

A presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), qualificou hoje como casuísmo a saída jurídica que o governo prepara para descriminalizar o vazamento de informações com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sob o argumento de que os dados referentes a ex-presidentes não são sigilosos, o governo quer enquadrar investigação da Polícia Federal (PF) para que ela conclua que houve infração administrativa, e não crime.

Agência Estado |

"Acho muito estranho isso. Ou é sigiloso para todo mundo e não pode ser divulgado ou não é sigiloso para ninguém. Isso que está sendo proposto é casuísmo."

Aliado ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), não quis condenar a estratégia do Palácio do Planalto. Ele disse apenas que "o vazamento é inaceitável". "Se a legislação diz que os dados são sigilosos, eles não poderiam ter vazado", disse o petista.

O líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), chamou de "brincadeira de mau gosto" a saída encontrada pelo governo para poupar a Casa Civil no episódio do suposto dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Não interessa se é ex-presidente ou presidente. Ninguém pode ser objeto de perseguição política do aparelho governamental", disse. Em sua avaliação, o caminho encontrado pelo Planalto vai ser "objeto de condenação da opinião pública". "E poderá ainda puxar para cima e atingir o presidente Lula essa lambança feita pelo dossiê."

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