Serraglio, do PMDB, lança candidatura avulsa à presidência da Câmara

BRASÍLIA - A bancada do PMDB vai seguir dividida na corrida pela sucessão de Arlindo Chianglia (PT-SP) na presidência da Câmara. Nesta sexta-feira, o primeiro-secretário da Casa Legislativa, Osmar Serraglio (PMDB-PR), se lançou candidato na disputa, mesmo sendo Michel Temer (SP) como nome oficial do partido.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Com a entrada do paranaense na corrida, são quatro os candidatos que terão que aproveitar o recesso parlamentar para angariar votos até 1º de fevereiro quando a eleição da Mesa será realizada: Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), além dos peemedebistas Temer e Serraglio.

Michel Temer já ganhou o apoio oficial de doze partidos, inclusive os de oposição. Juntos, estas legendas somam pouco mais de 400 deputados. Serão precisos 257 votos para eleger o novo presidente da Câmara. A eleição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado está marcada para 1º de fevereiro.

Ainda assim, Serraglio garante ter apoio suficiente para conquistar votos suficientes em plenário na eleição. A campanha, segundo o deputado, será feita basicamente pelo telefone. Sua bandeira de campanha será a organização dos projetos em tramitação na Casa. Esse emaranhado precisa ser simplificado. Precisamos produzir menos leis, mais inteligentes e mais eficazes, disse o candidato que quer também um sistema de fiscalização do cumprimento das leis.

Eu venho ensaiando já tem algum tempo. Para chegar neste ponto é porque me sinto seguro de que tenho fortes chances. Temos muitos deputados sérios e esses, quando forem votar secretamente, votarão com suas consciências, disse. Fui candidato a primeiro-secretário avulso e contra duas chapas bem organizadas. Venci, então acho que podemos vencer essa cultura de coisa posta. A urna é secreta e os líderes podem sair surpreendidos, continuou.

O novo candidato criticou ainda a determinação de Temer em continuar na presidência do PMDB durante a condução da Câmara dos Deputados. Para Serraglio, durante as eleições de 2010, Michel Temer não poderá comandar o parlamento e se envolver com disputa eleitoral.  

Pode que o presidente da Câmara entre no debate de uma futura eleição presidencial? Não pode. Eu acho que deve ficar de fora, afinal qual é o quadro. Temos Serra (José Serra, governador de São Paulo pelo PSDB) e a Dilma (Roussef, ministra-chefe da Casa Civil, filiada ao PT). O PMDB de São Paulo já fez sua opção pelo Serra. Se temos tudo à mão para evitar essa polêmica, por que não evitar?, questionou.

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