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Serra vê motivação eleitoreira em choque entre polícias

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vê motivações eleitoreiras e manipulação política no confronto que eclodiu hoje entre policiais civis em greve e a Polícia Militar (PM). Isso foi claramente articulado, instrumentalizado, com essa perspectiva político-eleitoral, disse o governador, citando o PT, a Força Sindical e seu presidente, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho.

Agência Estado |

"Tem manipulação política", afirmou, durante entrevista para o programa Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes.

Serra disse que a manifestação ocorre a menos de duas semanas das eleições. "Não se pode brincar com a segurança usando pretextos político-eleitorais." Segundo o governador, em meio aos manifestantes, estão presentes membros do Sindicato dos Bancários, da CUT e da Força Sindical, que são ligadas ao PT e ao PDT, respectivamente, conforme enfatizou. "Tem até líder do PT da Assembléia Legislativa querendo tirar casquinha", disse Serra, sem citar nomes. "Tem política no meio desse assunto", afirmou. "Puseram armas e interesses políticos no meio."

Serra fez inclusive um apelo aos policiais civis grevistas, afirmando que muitos deles "estão sendo levados sem ter consciência disso por interesses políticos". "Eu me pergunto se tem cabimento, por uma questão político-eleitoral, fazer uma manifestação dessa natureza", questionou. "Essas são armas que aparecem justamente na véspera da eleição."

Serra apóia o candidato do DEM, o atual prefeito Gilberto Kassab, da coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC), que está 12 pontos porcentuais à frente da adversária do PT, Marta Suplicy, da "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB), segundo pesquisa Ibope divulgada ontem.

Proposta

O governador fez questão de enfatizar que os comandos da Polícia Civil e Militar estão "absolutamente unidos" e que a parcela em greve é "uma minoria". "A polícia está unida, não há guerra entre as polícias", disse.

Ele afirmou que o governo não deixou de negociar com os policiais civis e que fez uma "boa proposta" para os grevistas. "Mas é impossível atender tudo", disse. "Negociar com arma na mão não dá." O governador informou que cerca de 12 pessoas ficaram feridas no confronto, nenhuma gravemente, e que todas foram levadas ao Hospital Israelita Albert Einstein, que fica nas imediações do Palácio dos Bandeirantes.

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