Serra tem programa clandestino, diz Bernardo

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, acusou hoje o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, de trabalhar com uma proposta de programa econômico clandestino, já que não explicita quais medidas pretende tomar na condução da política econômica se for eleito. A oposição aparentemente trabalha com um programa clandestino.

Agência Estado |

Vamos saber depois das eleições. O que podemos esperar? Vai haver um pacote? Vai ter uma mudança abrupta? Quero lembrar que o presidente do PSDB (senador Sérgio Guerra) disse que vai mudar as políticas monetária, fiscal e cambial", comentou o ministro.

Na avaliação de Paulo Bernardo, José Serra "tem que dizer" qual é seu programa. "Não quero falar mal do programa do Serra sem conhecê-lo. O programa da Dilma ela já falou claramente o que vai fazer", acrescentou. Segundo o ministro, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, já declarou publicamente que, se eleita, manterá o câmbio flutuante, a política monetária "do jeito que está", o Banco Central com autonomia e não mudará a atual política fiscal. Bernardo disse também que Dilma manterá autonomia do BC como ela é hoje, sem enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional.

O programa de Dilma, segundo o ministro, já é "sobejamente" conhecido dos brasileiros. Segundo ele, é um programa que garantiu a inflação sob controle, o aumento do poder aquisitivo da população, maior distribuição de renda, programas sociais sólidos e o aumento do investimento no País.

Na avaliação de Bernardo, a ex-ministra Dilma é "mais forte" do que Serra, porque o governo Lula tem muito o que mostrar, e a oposição tem "muita indefinição".

Bernardo relatou que o presidente Lula lhe pediu que ficasse no Ministério do Planejamento "sem se meter na campanha e sem fazer declarações políticas". "E eu estou cumprindo", afirmou, antes de começar a ser pressionado pelos repórteres a falar sobre a pré-campanha.

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