Serra se diz satisfeito por liderar pesquisa eleitoral

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se disse bastante satisfeito por liderar a pesquisa de intenção de voto para presidente divulgada ontem pelo Instituto Datafolha. Ponderou, no entanto, que não tem presença nacional e não está em campanha.

Agência Estado |

O tucano recusou o rótulo de presidenciável e disse que, atualmente, só é candidato a governar o Estado. Apesar de ocupar a dianteira, Serra caiu três pontos porcentuais em relação ao levantamento de março e ficou com 38% das intenções de voto, enquanto sua possível rival em 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), subiu cinco pontos e ficou com 16%.

"Não estou em campanha", disse Serra, após palestra no Ethanol Summit, na capital paulista. "Sou governador aqui. Não estou fazendo política nem tendo presença nacional através de atos administrativos, de propaganda e tudo mais." Dilma tem acompanhado com frequência quase diária a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo País e foi a estrela do programa partidário do PT, veiculado na televisão no mês passado.

O tucano lembrou que o PSDB ainda não definiu oficialmente um candidato à Presidência. Serra disputa com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, a indicação do partido. Serra não comentou o fato de o colega mineiro aparecer em quarto lugar na pesquisa de intenção de voto do Datafolha no cenário em que figura como presidenciável pelo PSDB. Aécio fica atrás de Ciro Gomes (PSB), Dilma e de Heloísa Helena (PSOL). "Ter uma manifestação de simpatia e apreço por tanta gente no Brasil é uma coisa que me deixa bastante satisfeito, mas não encaro isso como campanha", disse. "Hoje eu só sou candidato a uma coisa: governar bem e trabalhar muito pelo meu Estado."

Serra disse comemorar, "muito especialmente", a melhora na avaliação de seu governo, indicada hoje pelo Datafolha. Segundo a pesquisa, o porcentual de paulistas que aprova a gestão Serra subiu de 53% em março para 56% e a parcela que a rejeita caiu de 11% para 9%. "A rejeição já era pequena e caiu ainda mais", disse. "É um resultado gratificante."

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