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Serra: Não necessariamente o sucessor replica o antecessor

SÃO PAULO (Reuters) - O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, reforçou nesta quinta-feira sua oposição a uma eleição presidencial plebiscitária e declarou que o desempenho de um governo nem sempre continua com a eleição de seu sucessor. Não necessariamente o sucessor replica o antecessor, mesmo tendo sido apoiado por ele, disse Serra em entrevista à rádio Bandeirantes, em São Paulo. Pode acontecer, pode não acontecer, afirmou, em recado à ex-ministra e pré-candidata pelo PT, Dilma Rousseff.

Reuters |

Serra citou o caso do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (1997-2000), eleito com apoio de Paulo Maluf, que o antecedeu na Prefeitura. Bem avaliado, Maluf bancou Pitta, que terminou sua gestão sob escândalos financeiros.

O tucano negou esconder o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem foi ministro em duas pastas, de sua campanha e declarou que o debate eleitoral deve restringir-se aos candidatos.

"A gente discute coisas de quem é candidato. Ficar discutindo com quem não é candidato não faz muito sentido", declarou. "O Lula não é candidato assim como não são os ex-presidentes".

A declaração renova a posição contrária de Serra à proposta de Lula de comparar o desempenho da gestão atual com a do ex-presidente Fernando Henrique. Serra também evita criticar Lula em função da alta popularidade do petista.

"As pessoas vão pensar quem são os candidatos, o que fizeram no passado e quais são suas propostas no futuro", disse Serra.

O ex-governador paulista não rebateu as ironias de Lula ao slogan de sua campanha, "O Brasil pode mais." Nos últimos dias, o presidente tem ironizado o lema, ao dizer que seu governo faz "muito mais."

"Estou de acordo com o presidente Lula de que a gente sempre deve dar os créditos e levar em conta o que cada governo fez e que sempre é possível fazer mais", disse.

Na véspera, Lula havia reclamado que "hoje o prato está feito e ninguém quer saber quem fez."

(Por Hugo Bachega)

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