Serra promete acabar com 3º turno nas escolas até 2010

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou que o terceiro turno nas escolas públicas será extinto até o fim de seu mandato no Palácio dos Bandeirantes, em 2010. Segundo ele, ao assumir o governo 150 escolas tinham o terceiro turno - o chamado turno da fome, com aulas no horário do almoço, das 11h às 15h.

Agência Estado |

De acordo com o governador, este número caiu para 52 neste ano e deve ser reduzido para 30 em 2009. "Até o final do governo, será zero", assegurou. Serra demonstrou convicção de que poderá acabar com o terceiro turno antes do fim de seu mandato. "Eu tenho certeza, porque se já baixou de 150 para 50, mostra que está caindo muito rapidamente", avaliou. E completou: "É um problema cada vez menor e não existirá mais em dois anos."

Serra fez as declarações após participar da abertura das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), em uma escola estadual no Jabaquara. Ele entregou os exames aos alunos da 4ª série, com ajuda das professoras. Antes, abriu uma das provas e encorajou os alunos: "Está facílimo". Segundo ele, cerca de 2,1 milhões de alunos do Ensino Fundamental e Médio do Estado serão avaliados. Serra estava acompanhado da secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Para o governador, o exame oferecerá uma "radiografia" do ensino público. E informou que os professores e funcionários das escolas que cumprirem as metas estabelecidas receberão um prêmio de até 2,9 salários. Entretanto, Serra refutou o raciocínio de que as escolas que apresentarem um desempenho mais fraco no exame seriam justamente as que precisariam de mais recursos. "Não tem nada a ver", respondeu aos jornalistas. "Na verdade, os recursos para as escolas - todas, as boas e as ruins - são todos iguais. Não há diminuição de recursos para nenhuma escola. O que há é um prêmio para os professores que desempenharem melhor em determinadas escolas que apresentam resultado acima da meta", explicou. Mas fez um alerta: "Escola que não cumprir, os professores e os funcionários não receberão prêmio."

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